Portal da Cidade Mogi Mirim

ELEIÇÕES 2026

Direita tem três pré-candidatos ao Senado por SP; esquerda aposta em Tebet e Marina

Em 2022, Marcos Pontes teve 66,52% dos votos em Mogi Mirim; ativista de esquerda ligado ao MDB local já declara apoio a nomes de petista para a vaga

Publicado em 16/08/2026 às 11:05

A disputa pelo Senado paulista em 2026 ainda não tem candidaturas fechadas, mas os campos já começam a se desenhar. Pela esquerda, dois nomes com passagem por ministérios do governo Lula aparecem como opção: Simone Tebet, que construiu carreira política no Mato Grosso do Sul antes de assumir o Ministério do Planejamento, e Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente, eleita deputada federal por São Paulo mas com trajetória política forjada no Acre.

Do lado da direita, o cenário está mais pulverizado, com três nomes até agora: Ricardo Salles, do Novo, que pode acabar retirando a candidatura; André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), pelo PL; e Guilherme Derrite, atual secretário estadual de Segurança Pública e deputado federal licenciado, pelo PP.

Em Mogi Mirim, o histórico recente favorece amplamente o campo bolsonarista. Em 2022, o astronauta Marcos Pontes (PL) foi disparado o mais votado na cidade para o Senado, com 66,52% dos votos (28.761), num patamar ainda superior ao de Bolsonaro no mesmo pleito. Márcio França (PSB) ficou em segundo, com 20,96% (9.061 votos), e Edson Aparecido (MDB) somou 6,47% (2.796 votos). É essa distância que a fragmentação à direita em 2026 — com três pré-candidatos disputando o mesmo espaço — pode colocar em risco, caso não haja consolidação em torno de um nome único até a convenção.

O tabuleiro local ganha um ingrediente a mais. Jonas Araújo Filho, o Joninhas, secretário municipal de Mobilidade Urbana e coordenador regional do MDB, vem declarando apoio nas redes sociais a candidaturas de esquerda para o Senado, citando abertamente nomes como Haddad, Tebet e Marina. A posição de Joninhas dialoga com o alinhamento do próprio prefeito Paulo Silva, também do MDB, que já apoiou Lula em disputas anteriores e recentemente esteve em evento de Haddad na Unicamp, em Limeira — reforçando o padrão já identificado nas reportagens anteriores desta série: uma cidade que vota fortemente à direita nas eleições estaduais e nacionais, mas mantém no comando local um grupo político com histórico de proximidade com a esquerda.

Essa configuração também terá reflexo direto na disputa pela Câmara dos Deputados, tema da próxima reportagem desta série, na qual o mesmo campo do MDB — hoje dividido entre uma ala alinhada a Tarcísio e outra publicamente identificada com a esquerda — vai definir estratégias de campanha em Mogi Mirim.

Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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