SAÚDE
SUS terá três novos medicamentos contra câncer de pulmão a partir de outubro
Brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe serão oferecidos na rede pública; Ministério da Saúde estima atender cerca de 1,9 mil pacientes
Publicado em 15/09/2026 às 09:56
Pacientes em tratamento contra o câncer de pulmão pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passarão a contar, a partir de outubro de 2026, com três novos medicamentos de alto custo. O Ministério da Saúde anunciou a oferta de brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe, com previsão de beneficiar cerca de 1,9 mil pessoas em todo o país.
A medida também poderá alcançar moradores de Mogi Mirim que realizam tratamento oncológico pelo SUS e se enquadrem nas indicações para uso dos medicamentos.
Segundo o Ministério da Saúde, os tratamentos são considerados de alta tecnologia e, na rede privada, podem alcançar um custo de até R$ 643 mil por paciente ao ano.
Como funcionam os novos medicamentos
O brigatinibe e o gefitinibe são terapias-alvo administradas por via oral. Os medicamentos atuam diretamente sobre alterações específicas das células cancerígenas.
Uma das vantagens apontadas pelo Ministério da Saúde é a possibilidade de administração em casa, além de menor incidência de eventos adversos quando comparados a esquemas convencionais de quimioterapia.
Já o durvalumabe atua estimulando o sistema imunológico do paciente a combater as células tumorais.
O medicamento é indicado para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidos a cirurgia. Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento apresenta ganhos na sobrevida dos pacientes.
Os três medicamentos serão financiados integralmente pelo governo federal por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco).
A estratégia foi criada para ampliar o acesso a medicamentos contra o câncer considerados de alto custo dentro do SUS.
Pelo novo modelo, a previsão é disponibilizar 23 medicamentos oncológicos, o que representa uma ampliação de 35% na oferta de tratamentos na rede pública.
Veja os principais números
3 novos medicamentos para câncer de pulmão;
início da oferta previsto para outubro de 2026;
cerca de 1,9 mil pacientes devem ser beneficiados inicialmente;
tratamentos podem custar até R$ 643 mil por ano na rede privada;
AF-Onco deverá oferecer 23 medicamentos de alto custo;
mais de 100 mil pessoas poderão ser contempladas pela política;
orçamento estimado em R$ 2,1 bilhões por ano.
A incorporação amplia as opções disponíveis para pacientes que dependem exclusivamente da rede pública para tratamentos oncológicos. A indicação de cada medicamento dependerá do tipo e do estágio da doença
Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim
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