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SAÚDE

UBSs e CEM somam mais de 182 mil atendimentos no 1º semestre em Mogi Mirim

Balanço considera consultas, procedimentos, visitas e outros serviços entre janeiro e junho; números não incluem Santa Casa, PSC e UPA

Publicado em 15/09/2026 às 08:33

A rede municipal de atenção básica e especializada de Mogi Mirim registrou 182.739 atendimentos entre janeiro e junho de 2026, segundo balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. O levantamento reúne serviços prestados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Centro de Especialidades Médicas (CEM), como consultas, atendimentos odontológicos, procedimentos de enfermagem, visitas domiciliares e fornecimento de medicamentos.

O número corresponde à quantidade de atendimentos realizados, e não ao total de pacientes diferentes. Uma mesma pessoa pode ter utilizado os serviços de saúde mais de uma vez durante o período.

O levantamento também não inclui os milhares de atendimentos realizados pela Santa Casa, Pronto-Socorro Central (PSC) e Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Segundo Daniele Tonietti, responsável pela Divisão de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde, dos 182.739 registros, 14.762 foram consultas médico-odontológicas realizadas no CEM, que reúne mais de 23 especialidades.

Entre as especialidades médicas mais procuradas no centro estão ortopedia, com 2.396 consultas, e cardiologia, com 1.886. Na sequência aparecem urologia, com 1.088 atendimentos, e oftalmologia, com 838.

Os números do CEM também incluem os serviços do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). Foram registrados, entre outros procedimentos, 723 atendimentos de clínico geral, 317 em endodontia e 141 com cirurgião-dentista protesista.

Sehac I e Santa Clara lideram procura

Entre as UBSs, a unidade Vanderlei da Silva Bueno, no Sehac I, teve o maior volume no primeiro semestre, com 21.378 atendimentos entre consultas e procedimentos médicos, odontológicos e de enfermagem.

Logo depois aparece a UBS Santa Clara, com 21.339 registros. Nas duas unidades, clínica geral foi a área mais procurada, seguida de pediatria e ginecologia.

Na área odontológica, a Santa Clara contabilizou cerca de 1,4 mil atendimentos entre janeiro e junho. No Sehac I foram 812.

A UBS Dr. Antonio Albejante, na Vila Dias, aparece na sequência, com 17.888 consultas e procedimentos. A unidade do Santa Cruz contabilizou 17.190.

As UBSs do Jardim Paulista e do Aterrado ultrapassaram individualmente a marca de 15 mil atendimentos no período.

Zona rural supera 10,5 mil consultas

A rede municipal também registrou procura significativa pelos serviços de saúde nos bairros rurais.

As equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) da Piteira, Pederneiras, Córrego Azul, Gabrielzinho e Vergel realizaram, juntas, mais de 10,5 mil consultas no primeiro semestre.

Além dos atendimentos nas unidades, técnicos de enfermagem e agentes comunitários fizeram mais de 6,8 mil visitas domiciliares somente na zona rural entre janeiro e junho.

Números do semestre

182.739 atendimentos em UBSs e CEM;

14.762 consultas médico-odontológicas no CEM;

2.396 consultas de ortopedia;

1.886 consultas de cardiologia;

21.378 atendimentos na UBS do Sehac I;

21.339 na UBS Santa Clara;

mais de 10,5 mil consultas nas unidades rurais;

mais de 6,8 mil visitas domiciliares na zona rural.

Duas novas UBSs devem ampliar capacidade

A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é que o volume de atendimentos aumente com a entrada em funcionamento de duas novas UBSs, uma na Zona Norte e outra na Zona Leste.

O secretário municipal da Saúde, Mauro Nunes Júnior, também informou que os gastos da Prefeitura com a área superam R$ 4,5 milhões por semana.

De acordo com a administração municipal, o cálculo inclui recursos destinados à rede básica, Santa Casa, Pronto-Socorro Central, Caps e UPA. A estimativa apresentada pela Secretaria é de mais de R$ 18 milhões mensais, chegando a aproximadamente R$ 216 milhões por ano.

Os valores, segundo o secretário, representam mais de um quarto do orçamento municipal. O balanço apresentado pela Prefeitura inclui ainda investimentos realizados na Santa Casa, como melhorias em UTIs, bloco cirúrgico, maternidade, hemodiálise e aquisição de equipamentos.

Para o morador, os números ajudam a dimensionar a procura pela rede pública municipal. Ao mesmo tempo, o volume de atendimentos não indica, isoladamente, o tempo de espera, a disponibilidade de consultas ou a quantidade de pacientes que aguardam por determinadas especialidades — indicadores que também são importantes para avaliar o acesso aos serviços de saúde.

Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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