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SAÚDE

Hábitos saudáveis podem reduzir risco de demência ao longo da vida

Alimentação equilibrada, exercícios, controle da pressão e diabetes e estímulos à memória estão entre medidas que ajudam a proteger o cérebro

Publicado em 09/09/2026 às 16:12

Hábitos adotados ao longo da vida podem contribuir para reduzir o risco de demência e de doenças como o Alzheimer. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, descanso adequado, controle de doenças crônicas e busca por novos aprendizados estão entre as principais recomendações.

Segundo especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), estudos indicam que até 45% do risco de demência está relacionado a fatores potencialmente modificáveis.

Embora o avanço da idade seja o principal fator associado ao desenvolvimento da demência, cuidados adotados desde a infância podem ajudar a preservar a saúde cerebral e retardar o declínio cognitivo.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente a memória e outras funções cognitivas. Com o avanço do quadro, a pessoa também pode apresentar dificuldades para realizar atividades do dia a dia e alterações de comportamento.

Entre os possíveis sintomas estão apatia, agitação, depressão, ansiedade, irritabilidade, delírios e alucinações.

Cuidados em cada fase da vida

Os fatores associados à demência podem variar conforme a idade e são divididos pelos especialistas em três períodos: início da vida, meia-idade e vida tardia.

Até os 17 anos, a baixa escolaridade pode estar relacionada ao menor desenvolvimento da chamada reserva cognitiva, capacidade do cérebro de lidar com alterações provocadas pelo envelhecimento ou por doenças.

Dos 18 aos 64 anos, ganham importância fatores como hipertensão, diabetes e sedentarismo. A pressão alta pode prejudicar os vasos sanguíneos do cérebro, enquanto o diabetes provoca alterações metabólicas e vasculares.

A falta de atividade física também aumenta o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas, que podem comprometer a saúde cerebral.

A partir dos 65 anos, outros fatores passam a merecer atenção, como isolamento social, poluição do ar e perda da visão sem tratamento.

Segundo os especialistas, o isolamento social reduz os estímulos cognitivos e pode estar relacionado à depressão e ao sedentarismo. Problemas de visão não tratados também podem diminuir a estimulação sensorial e favorecer o afastamento social.

O que pode ajudar a proteger o cérebro

Entre os hábitos recomendados ao longo da vida estão:

manter uma alimentação equilibrada;

praticar atividade física regularmente;

dormir e descansar adequadamente;

controlar hipertensão e diabetes;

evitar o tabagismo;

manter atividades sociais;

buscar novos conhecimentos e aprendizados;

cuidar da saúde da visão;

manter acompanhamento médico periódico.

A adoção conjunta de hábitos saudáveis tende a oferecer maior proteção. De acordo com os especialistas, fatores como alimentação inadequada, sedentarismo e tabagismo podem ter efeito cumulativo ao longo dos anos.

Por isso, a prevenção não depende de uma única medida, mas de um conjunto de cuidados mantidos durante diferentes fases da vida.

Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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