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PERSONAL RESPONDE

Treinar sozinho ou com personal trainer?

Acompanhamento profissional pode aumentar a motivação, potencializar resultados e reduzir riscos de lesões durante a prática de exercícios

Publicado em 08/09/2026 às 16:52

Por Guilherme Tartaro (EVERE GYM)

Entrar em uma academia pela primeira vez ou tentar manter a constância depois de meses afastado costuma vir acompanhado de uma dúvida comum: vale a pena investir no acompanhamento individualizado de um profissional de Educação Física ou os treinos por conta própria já são suficientes?

Embora a prática autônoma de exercícios seja sempre superior ao sedentarismo, a literatura científica mostra que o suporte direto de um treinador altera de forma relevante a eficiência e a longevidade da prática de atividade física.

A maior barreira para a maioria das pessoas não é começar, mas continuar — e é exatamente nesse ponto que a presença do profissional começa a ganhar mais importância. Quando analisamos essa decisão sob o olhar científico, três fatores se destacam: motivação, resultados e segurança.

Quando existe um profissional ao lado, a dinâmica muda. A ciência comportamental explica que o suporte individualizado eleva a percepção de competência e responsabilidade do praticante. Segundo Silva et al. (2014), a relação direta entre o treinador e o aluno atua como um reforço positivo contínuo, fortalecendo a motivação intrínseca e reduzindo expressivamente as taxas de desistência em programas de exercícios físicos. Com um profissional aguardando por você no horário combinado, o treino deixa de ser uma opção negociável e passa a ser um compromisso estruturado.

Em um estudo conduzido por Storer et al. (2014), indivíduos submetidos ao treinamento supervisionado apresentaram ganhos de força muscular e potência aeróbica bem superiores quando comparados àqueles que treinaram de forma autônoma pelo mesmo período. Os pesquisadores observaram que a presença do profissional garante a aplicação correta dos princípios da sobrecarga progressiva e a escolha adequada das cargas de trabalho. Sozinhos, os praticantes frequentemente subestimam a própria capacidade de esforço, enquanto com acompanhamento cada série é executada na intensidade exata necessária para gerar adaptações positivas.

De acordo com Gentil (2014), a prescrição adequada do volume, o monitoramento dos intervalos de recuperação e o ajuste minucioso do padrão motor são determinantes para minimizar o risco de lesões musculoesqueléticas decorrentes do excesso ou da má execução técnica. O olhar atento do personal trainer atua em tempo real: corrige a postura, ajusta a amplitude e adapta o movimento à anatomia e às limitações individuais de cada aluno.

Treinar sozinho é um primeiro passo válido para combater a inatividade. No entanto, quando o objetivo envolve evoluir com consistência, extrair o máximo proveito do tempo investido e treinar sem medo de se machucar, o acompanhamento profissional deixa de ser um luxo e se consolida como a rota mais segura e eficiente.

Guilherme Tartaro é personal trainer com mais de 15 anos de experiência, ex-atleta de fisiculturismo com diversos títulos, empresário e já escreveu artigo científico sobre emagrecimento que foi publicado em uma revista internacional



Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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