NOS CORREDORES - A rádio peão da política em Mogi Mirim voltou a mirar o presidente da Câmara, Cristiano Gaiotto. Em pouco mais de um ano de legislatura, o número de suplentes que já assumiram vagas no Legislativo chama atenção, sinal de que alguns vereadores não parecem muito apegados à cadeira. Nos bastidores, o comentário é de que Gaiotto poderia deixar a Câmara para assumir uma secretaria no Executivo após a eleição da próxima Mesa Diretora, em dezembro, quando encerrará seu período no comando da Casa. Ele nunca escondeu que tem mais afinidade com a rotina da Prefeitura do que com a cadeira do Legislativo. Se a movimentação se confirmar, a dança das cadeiras na política local deve ganhar mais um capítulo.
MAIS DINHEIRO - O deputado estadual Jorge Caruso confirmou a destinação de três emendas parlamentares para Mogi Mirim, totalizando R$ 500 mil, durante audiência em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Participaram do encontro o presidente do MDB local e subprefeito do Distrito de Martim Francisco, Moacir Genuário, e a ex-vice-prefeita Dra. Lúcia Tenório. Do total, R$ 200 mil serão destinados a obras na região das Chácaras São Francisco, outros R$ 200 mil serão investidos na Praça Jamil Bacar, conhecida como Bosque de Maria, localizada no Jardim Murayama. A Apae de Mogi Mirim também foi contemplada com R$ 100 mil para custeio.
PUBLICADO PELO JORNAL O IMPACTO - O mogimiriano João Manoel Scudeler de Barros representou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas comemorações pelos 80 anos da Fundação Dorina Nowill para Cegos, realizadas nesta semana em São Paulo. Secretário-executivo da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ele participou de agendas ligadas à celebração da trajetória da instituição, referência nacional na inclusão de pessoas cegas e com baixa visão. Na quinta-feira (12), João Manoel esteve na cerimônia comemorativa pelos 80 anos da Fundação Dorina, realizada na sede da entidade, na Vila Clementino. Já nesta sexta-feira (13), acompanhou a abertura da exposição “Pontos de História – 80 anos enxergando além do que se vê”, no Museu da Inclusão.
AGENDA POLÍTICA - Por falar em João Manoel, a agenda política deve se estender a Mogi Mirim na próxima semana, no feriado do padroeiro São José. O mogimiriano articula a vinda do deputado federal João Cury Neto (MDB) para uma visita ao prefeito e outras autoridades. Por intermédio de João Manoel, o parlamentar destinou recentemente cerca de R$ 600 mil para a Secretaria de Esporte e Lazer, recurso que deve beneficiar projetos conduzidos pelo secretário Gebê. Curiosamente, Cury faz aniversário no mesmo dia em que Mogi Mirim celebra mais um ano de fundação — 22 de outubro, coincidência coincidência que, em tempos de política, pode ajudar a fixar o nome do parlamentar na memória de possíveis eleitores quando chegar outubro.
PRÉ-CAMPANHA - Embora 2026 seja ano de eleição federal, em Mogi Mirim o clima já lembra uma disputa municipal. Possíveis pré-candidatos à Prefeitura circulam cada vez mais pela cidade. É agenda cheia, presença em eventos, visitas a bairros onde raramente apareciam e, como diz a velha ironia da política, até em “velório de formiga”. Tem também café com moradores que antes mal recebiam um cumprimento e, claro, participação em podcast — o novo palanque da política. O roteiro é conhecido: ganhar visibilidade. E não seria surpresa se parte desses mesmos nomes resolver disputar uma vaga de deputado estadual ou federal em outubro. Muitas vezes, campanhas abastecidas por fundos partidários milionários acabam servindo mais para projetar imagem e preparar o terreno para 2028. No fim das contas, muda o elenco, mas o roteiro é antigo. Como sempre, caberá ao eleitor decidir quem realmente merece representar a cidade.
O PROBLEMA CONTINUA - Três meses. Esse é o tempo que a ponte da Nagib Chaib segue interditada em e até agora, a solução parece continuar tão travada quanto o próprio trânsito da região. Do lado do DER, a cena se repete diariamente: um veículo diferente parado no trecho fechado, giroflex ligado, como se a luz piscando fosse capaz de resolver o problema. Nesse período, não faltou visita política ao local. Teve foto, vídeo, promessa, anúncio de estudo, anúncio de solução e até anúncio de anúncio. Mas, na prática, nada saiu do papel. Enquanto isso, quem precisa atravessar a região continua fazendo o que pode: desviando, enfrentando congestionamento e perdendo tempo no trânsito. Na prática, a ponte segue fechada com registro apenas de desfile político. Nada de obra ou início dela, nem ao menos uma notinha de que algo vai começar por lá.a