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Bastidor da Política

Coluna do Portal - Os bastidores da política de Mogi Mirim e região

Portal da Cidade Mogi Mirim traz informações que são tratadas nos bastidores da política de Mogi Mirim e região.

Publicado em 03/05/2026 às 19:48
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SEM ATUAÇÃO - Está cada vez mais evidente que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura, criada há pouco tempo, ainda não encontrou seu caminho em prol de Mogi Mirim. A pasta é comandada pelo ex-vereador Massao Hito e tem, entre suas principais responsabilidades, a missão de atrair empresas, estimular investimentos e movimentar a economia local. O Park Shopping é um exemplo concreto desse desafio. O espaço comercial tem boa estrutura, localização estratégica e potencial comercial, mas segue em situação preocupante. Hoje, a praça de alimentação, que já foi um dos principais atrativos, conta com apenas dois restaurantes funcionando. As demais lojas resistem, à espera de ações capazes de dar novo fôlego ao empreendimento. Massao Hito é presença frequente nas redes sociais, divulgando peças de teatro e shows realizados no shopping para atrair público. Mas a pergunta é inevitável: isso, por si só, pode ser considerado uma política efetiva de desenvolvimento econômico? E as indústrias? Há projetos concretos para atrair novos investimentos ao município? Enquanto isso, a secretaria recém-criada acumula cargos comissionados e representa uma estrutura cara para os cofres públicos, especialmente diante da falta de resultados mais visíveis na área econômica. Ou seja: Massao Hito ainda precisa mostrar muito serviço. Será?

ESPERANÇA ECONÔMICA - Ainda sobre o shopping, pode haver uma esperança para a melhor utilização do espaço, com possível geração de empregos e movimentação da economia. Mas, se isso acontecer, será mais pela iniciativa de investidores do que por ação direta do poder público. Um grande empresário de Mogi Guaçu, ligado ao ramo, estaria interessado na compra do empreendimento. As tratativas estariam em fase de análise, com avaliação dos prós e contras de um investimento de grande porte em Mogi Mirim, especialmente porque o trabalho de revitalização teria que começar praticamente do zero.

POUPATEMPO NO SHOPPING - Outro movimento envolvendo o Park Shopping chama atenção. A Prefeitura agora estuda fechar a unidade do Poupatempo instalada na Central de Serviços, no Espaço Cidadão, e transferir o atendimento para o shopping. Curiosamente, esse era o plano original quando o Poupatempo veio para Mogi Mirim, ainda durante o governo Carlos Nelson Bueno. Na época, porém, o prefeito Paulo Silva optou por abrir o serviço na região central. Agora, a administração parece rever a própria decisão e retomar o caminho pensado inicialmente.

BASTIDORES - O ruído cresce na conta do “super secretário” Joninhas — e talvez este seja o ponto mais delicado. Ao criticar abertamente o governo de Tarcísio de Freitas, ele pode estar entrando em rota de colisão com uma realidade prática: o Estado tem presença ativa no município, inclusive com articulação da vice-prefeita Maria Helena Scudeler de Barros (União) e até do prefeito Paulo Silva. A contradição fica ainda maior quando se observa o MDB, partido do prefeito e também do atual vice-governador Felício Ramuth. Em nível estadual e nacional, a sigla mantém interlocução com o governo paulista e tem em Baleia Rossi uma de suas principais lideranças. Na prática, enquanto uma ala busca proximidade institucional e recursos, outra parece apostar no confronto público. A leitura é de que o movimento não é ingênuo. Pode ser estratégia para marcar posição, gerar visibilidade ou tensionar o ambiente político de forma calculada. Mas também levanta dúvidas sobre coerência e articulação: criticar quem, ao mesmo tempo, ajuda o município, pode custar caro politicamente. E, nesse caso, a conta pode não ficar apenas para Joninhas. Pode sobrar para Mogi Mirim.

NA ÉPOCA DO STUPP... - Quando tudo parece ruim, há ainda um déjà vu no ar. Interlocutores lembram que o estilo combativo de Joninhas não é novidade e remete a posturas adotadas em gestões anteriores, como no governo Stupp. A diferença é que, agora, o alcance é maior. Ele atua como “super secretário” e o impacto de suas falas também pode ser maior. Seria estratégia ou apenas mais um foco de desgaste dentro de um governo que já convive com ruídos internos?

DINHEIRO PÚBLICO - A grande mídia divulgou nesta semana uma declaração do deputado federal Amom Mandel (Republicanos): “vereadores estão fazendo turismo em Brasília às custas do povo”. Nos bastidores, a fala acendeu uma faísca que também chegou a Mogi Mirim. É comum ver um grupo seleto de parlamentares divulgando — muitas vezes com espaço pago em veículos locais — viagens à capital federal e a São Paulo como grandes conquistas políticas. É fato que esse tipo de agenda faz parte da função: buscar recursos, articular projetos e manter diálogo com outras esferas de poder. O problema começa quando a exposição supera o resultado. Fotos, publicações e anúncios não substituem entregas concretas para a população. Também há situações em que a repetição de agendas, sem retorno claro, levanta dúvidas e alimenta a percepção de uso excessivo, ou até abusivo, da estrutura pública. Em Mogi Mirim, conforme já publicado pela Coluna do Portal da Cidade Mogi Mirim, são anunciados tantos milhões que, somados, já superariam o orçamento anual. Ainda assim, as viagens quase semanais continuam. O deputado federal estaria com um pouco de razão sobre o “turismo”?

PUBLICADO PELO JORNAL O IMPACTO - Um projeto de lei aparentemente simples e corriqueiro, que previa remanejamento de cerca de R$ 500 mil dentro do Orçamento da Prefeitura e tinha votação prevista para segunda-feira (27), precisou ser adiado sob risco de não ser aprovado pela maioria dos vereadores. Durante a discussão da proposta, alguns parlamentares demonstraram desconfiança, enquanto outros fizeram críticas. A situação levou o presidente Cristiano Gaioto (PDT) a cobrar publicamente a vice-prefeita e chefe de Gabinete, Maria Helena Scudeler de Barros, sobre o que classificou como “falta de traquejo” na relação entre Executivo e Legislativo. “Eu li o projeto em dois minutos aqui e saberia explicar melhor do que eles [representantes da Prefeitura] explicaram aqui [na Câmara]. Isso é ridículo”, afirmou.

JOGO DUPLO 1 - O presidente da Câmara tem demonstrado uma atuação ambígua na política local. Em alguns momentos, adota tom crítico ao governo Paulo Silva; em outros, suaviza o discurso e mantém portas abertas no Executivo. A leitura predominante é de que há interesse direto em migrar para a Prefeitura, com a Educação aparecendo como alvo inicial. Diante das dificuldades, já se comenta nos bastidores que outras secretarias também poderiam estar no radar. Esse movimento ajuda a explicar o equilíbrio calculado entre crítica e aproximação.

JOGO DUPLO 2 - Ao mesmo tempo, Gaioto intensificou sua presença nas redes sociais, com vídeos e conteúdos frequentes, aproximando-se de um perfil quase de “influencer político”. Usa a prerrogativa da fiscalização para apontar problemas e, não raro, associa sua atuação a soluções que aparecem pouco tempo depois, reforçando a própria narrativa de eficiência. O ponto sensível, segundo interlocutores, é a diferença de tratamento: demandas que ganham visibilidade acabam resolvidas com mais rapidez, enquanto reclamações sem exposição seguem sem resposta. Na prática, o vereador atua como uma espécie de “advogado do diabo”: critica quando convém, recua quando necessário e preserva espaço político em ambos os lados.

PUBLICADO PELO JORNAL GAZETA GUAÇUANA - De férias desde o dia 22 de abril, o prefeito Rodrigo Falsetti (PSD) retoma o comando da Prefeitura na quinta-feira (7), após 15 dias de descanso. Espera-se que o chefe do Executivo tenha, de fato, recarregado as baterias. Assim que voltar, porém, vai se deparar com alguns pepinos para descascar: problemas no Furno, multa do TCE no caso da UBS do Ypê Amarelo e uma Câmara Municipal bem menos sociável. Ou seja, a dor de cabeça deve começar logo no retorno ao trabalho.

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