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Coluna do Portal - Os bastidores da política de Mogi Mirim e região

O Portal da Cidade Mogi Mirim traz informações que são tratadas nos bastidores da política de Mogi Mirim e região

Publicado em 20/07/2026 às 07:53

SEM PACIÊNCIA – Mais uma vez, o prefeito Paulo Silva (MDB) demonstrou pouca disposição para rebater críticas de adversários pelas redes sociais. Desta vez, recorreu à expressão "dor de cotovelo" ao comentar as reações à ampliação dos serviços da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal. Na publicação, escreveu: "Vocês perceberam que foi só ampliar o trabalho da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal, contratando mais veterinários e fazendo o atendimento nos bairros, que surgiram reações raivosas de falsos defensores dos animais?" Em seguida, parabenizou a secretária Fernanda Biazotto e toda a equipe pelo trabalho desenvolvido. Foi uma postagem que, para muitos observadores da cena política, tinha endereço certo, ainda que sem citar nomes. A manifestação ocorreu após críticas públicas feitas nas redes sociais à Base Móvel Veterinária, reforçando que a disputa política também passou a envolver as ações voltadas à causa animal.

A CRÍTICA – A postagem do prefeito parece ter tido destinatário certo, embora sem citar nomes. A manifestação veio logo após a ex-vereadora Sônia Modena (Podemos), hoje pré-candidata a deputada estadual, publicar um vídeo criticando a Base Móvel Veterinária da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal (BEA). No início de julho, a secretária Fernanda Biazotto anunciou o início dos atendimentos da unidade nos bairros, ampliando os serviços veterinários do município. Ao que parece, a iniciativa passou a ser tema de disputa política. Sônia Modena afirma que o veículo foi conquistado durante seu mandato como vereadora. A Administração Municipal divulgou que o veículo foi reestruturado e informações apuradas pela Coluna indicam que, até então, a unidade estava irregular, dependendo de autorizações e adequações. Fernanda Biazotto não subiu o tom diante das críticas e apenas publicou que, enquanto alguns criticam, o BEA trabalha. Enquanto governo e oposição disputam os créditos pela iniciativa, a Base Móvel segue em funcionamento nos bairros. E o que faz diferença para a população é que o serviço esteja disponível e atendendo quem precisa.

CESTA COM INTERROGAÇÃO – O anúncio de que mais de 200 colaboradores do Cemmil que atuam em Mogi Mirim passarão a receber cesta de Natal a partir deste ano foi comemorado pelos vereadores Cristiano Gaioto e Wilians Mendes, ambos da base do prefeito Paulo Silva (MDB). A dupla afirma reivindicar a extensão do benefício há pelo menos dois anos, desde que a Prefeitura passou a concedê-lo aos servidores municipais. A novidade, porém, já chegou acompanhada de questionamentos nos bastidores. A Lei Municipal nº 6.923/2025, que autorizou o benefício natalino, contempla servidores públicos municipais ativos da administração direta e indireta, além de estagiários remunerados e jovens aprendizes. Como os trabalhadores do Cemmil possuem vínculo com o consórcio, e não diretamente com a Prefeitura, a pergunta que começou a circular é outra: de onde sairão os recursos para bancar as cestas? A medida será custeada pelo próprio Cemmil ou haverá algum aumento nos repasses feitos pelo município? Como sempre acontece quando a política encontra o dinheiro público, o presente pode até estar anunciado, mas ainda falta explicar direitinho quem vai pagar a conta.

PAIS DA CRIANÇA – Antes mesmo de as cestas chegarem aos colaboradores, a novidade já ganhou dois padrinhos políticos. O presidente da Câmara, Cristiano Gaioto, e o vereador Wilians Mendes fizeram questão de anunciar a conquista ao lado do secretário de Serviços Municipais, Obredan Quaglio Alves, e do supervisor do Cemmil, Lucas Rodrigues Santana. Os vereadores sustentam que reivindicam o benefício há cerca de dois anos e que a proposta só não teria avançado antes por resistência de outros municípios integrantes do consórcio. Agora, com a medida aprovada, Gaioto e Wilians aparecem juntos para reivindicar a paternidade da conquista. Nada de muito surpreendente para quem acompanha os bastidores: em ano eleitoral, benefício novo costuma ter fila de gente querendo aparecer na foto. A questão que permanece é se a Prefeitura e o Cemmil conseguirão explicar o modelo adotado para conceder as cestas e afastar as dúvidas levantadas sobre a legalidade do benefício. Afinal, uma coisa é defender a valorização dos trabalhadores. Outra, bem diferente, é transformar uma decisão administrativa em troféu de mandato.

PUBLICADO POR O IMPACTO - A convite do deputado federal e presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, o ex-vereador Jonas Alves Araujo Filho, o Joninhas, está de volta ao partido. Sua trajetória política teve início ainda nos anos 1990, quando ingressou na Juventude do MDB, incentivado por Tito Pinto, Sergio Urbini, Ademarzinho e Romeu Bordignon. Em 1996, apoiou a eleição da vereadora Ester Miriam e, anos depois, a sucedeu na Câmara Municipal, atuando ao lado do saudoso Boca Cortez.

ESTRANHO NO NINHO – A volta de Joninhas ao MDB reserva algumas curiosidades políticas. Crítico declarado de governos de direita, o ex-vereador já fez críticas públicas à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), inclusive nas próprias redes sociais do governador, e apoiou Simone Tebet e Marina Silva em disputas eleitorais. No sábado (18), porém, Joninhas esteve no encontro regional do MDB realizado em Amparo, onde dividiu o ambiente político com o agora companheiro de partido Felicio Ramuth, vice-governador de Tarcísio e candidato à reeleição na chapa governista. É aquela velha história: partido político é uma casa grande e nem sempre todo mundo que mora debaixo do mesmo teto pensa igual. Joninhas retorna ao MDB pela porta aberta por Baleia Rossi, mas terá como correligionário um dos principais nomes do projeto político que tanto critica. Resta saber como será essa convivência quando a campanha eleitoral esquentar e direita e esquerda voltarem a ocupar lados bem definidos do palanque.

MISSÃO DADA, MISSÃO COBRADA – Com Joninhas de volta ao MDB, ele e o prefeito Paulo Silva já podem começar a fazer as contas para outubro. A dupla tem uma missão nada pequena: transformar Baleia Rossi no deputado federal mais votado de Mogi Mirim. E, convenhamos, o presidente nacional do MDB tem motivos de sobra para esperar uma votação à altura. Baleia tem sido parceiro da administração municipal e ajudado a abrir os cofres de Brasília para investimentos importantes na cidade. Paulo Silva, emedebista de longa data, conhece bem essa conta política. Joninhas, que acaba de voltar ao partido justamente pelas mãos de Baleia, também. Agora chegou aquela parte da política em que é preciso mostrar que prestígio não se mede apenas pela quantidade de recursos anunciados e pelas fotografias das agendas oficiais. Mede-se também na urna. Depois de tanta ajuda, Baleia certamente estará de olho no placar de Mogi Mirim. E prefeito e ex-vereador terão de mostrar serviço para não deixar o padrinho esperando pelos votos.

VETO DERRUBADO – O prefeito Paulo Silva (MDB) tentou barrar, mas a Câmara deu a palavra final. Por unanimidade, os 14 vereadores presentes derrubaram o veto do Executivo ao projeto de Robertinho Tavares (Podemos) que exclui a cobrança de ISSQN sobre a chamada autoconstrução — quando o proprietário constrói em imóvel próprio para uso próprio — e impede que a Prefeitura condicione a liberação do Habite-se ao pagamento do imposto. Paulo alegou inconstitucionalidade e vício de iniciativa, enquanto a própria Secretaria de Finanças havia se manifestado favoravelmente ao veto. Não adiantou. O presidente da Câmara, Cristiano Gaioto, que disse ter sido surpreendido pela decisão do prefeito, ainda elogiou publicamente o projeto. Com o placar de 14 a zero, ficou uma mensagem política difícil de ignorar: desta vez, nem mesmo a base governista apareceu para salvar o veto de Paulo Silva.

PUBLICADO PELA GAZETA GUAÇUANA - O major Marcos Tuckumantel (MDB), vice-prefeito dfe Mogi Guaçu, foi vítima de fake news nesta semana. Áudios de moradores do Jardim Presidente davam conta de que a residência do vice-prefeito havia sido alvo de ladrões, o que não aconteceu. A conversa de WhatsApp era sobre a presença de pessoas em situação de rua pelo bairro e num determinado momento uma moradora afirmava que a casa do major havia sido roubada. O vice-prefeito, claro, fez questão de desmentir a informação.

Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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