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Notas da semana

Coluna do Portal - Os bastidores da política de Mogi Mirim e região

Portal da Cidade Mogi Mirim volta a publicar as informações que são tratadas nos bastidores da política de Mogi Mirim e regiãos

Publicado em 21/02/2026 às 18:26
Atualizado em

AUMENTE O VOLUME - O tabuleiro político mogimiriano segue em constante rearranjo — e nem sempre com aviso prévio. Nós bastidores surge a pergunta: Qual será a próxima jogada do ex-candidato a prefeito, o empresário Alexandre Bueno, que até pouco tempo figurava como principal vitrine do Republicanos na cidade. Isso porque o engenheiro, presidente do CONFEA, Vinícius Marchese assumiu a dianteira na condução da sigla. Por hora, Alexandre não fez qualquer manifestação pública sobre a mudança no comando. Mas quase no mesmo ritmo em que perdeu "protagonismo" partidário, voltou a ganhar espaço no microfone de sua rádio em Mogi Guaçu. Coincidência, claro. As participações seguem uma linha editorial previsível: críticas ao atual governo e a reapresentação das “propostas” de campanha — porque promessa, quando bem guardada, pode sempre ser reutilizada. Nos corredores políticos, há quem enxergue tentativa de manter o nome em evidência. Outros preferem chamar de exercício democrático de opinião. Oficialmente, o clima é de harmonia. Extraoficialmente, o palco mudou. E quando a liderança troca de mãos, sempre há quem ajuste o volume do microfone. 

SESSÕES A DISTÂNCIA - A Câmara Municipal de Mogi Guaçu decidiu inovar: aprovou o Sistema de Deliberação Remota e agora os vereadores poderão participar das sessões também por videoconferência — claro, “em caráter excepcional”. A proposta é do vereador Pezão (União Brasil) e exige justificativa formal para a ausência física. Tudo dentro do rito, com voto nominal e aberto. Transparência digital garantida. Na prática, aquela antiga obrigação regimental de comparecer presencialmente ao menos uma vez por semana ganhou um upgrade tecnológico. Antes era preciso ir até a Câmara. Agora, basta sinal estável e câmera ligada. O “excepcional” vai ser usado para situações extraordinária ou se vai virar pacote ilimitado?

PELO FEED - Na Câmara de Mogi, parte do mandato parece funcionar em modo “notificação ativada”. Viralizou? Vira bandeira. Deu engajamento? Rende vídeo no local. Assuntos antes ignorados ganham defesa apaixonada assim que aparecem no feed. E quando prometem views, sempre surge tempo para uma gravação estratégica. Foi assim no caso da ponte da Rodovia Deputado Nagib Chaib, redescoberta conforme a conveniência digital. E agora? Os vereadores de internet legislam como antes, com fiscalização, estudo e presença constante? Ou aguardam a próxima reclamação surgir no “Meu Querido Diário” digital para então transformar post em pauta? Afinal, conteúdo não falta. E a solução sempre é atribuída à Administração Municipal. Os vereadores tem a tarefa de informar a população que já fez o pedido e por eles tá resolvido e seguem ao próximo post.

MENINA DOS OLHOS - A Prefeitura de Mogi Mirim iniciou a execução da última fase do serviço de infraestrutura urbana no Parque das Laranjeiras. Com investimentos de cerca de R$ 10 milhões, a Administração Municipal vai deixar o bairro 100% asfaltado, segundo o prefeito Paulo Silva, implementando os projetos de nivelamento do solo, redes de drenagem pluvial, coletora de esgoto, distribuição de água potável e pavimentação asfáltica em nove ruas. A obra, que se tornou a “menina dos olhos” do prefeito é tratada como prioridade pela atual gestão e vem sendo acompanhada de perto pelo chefe do Executivo, que tem destacado o impacto da intervenção na qualidade de vida dos moradores da região.


QUAIS OS VALORES REAIS? - Os vereadores mogimirianos correm o risco de perde a conta de tantos milhões que anunciam ter “conquistado” para a cidade. É cifra para todo gosto — e para toda capa. Quem passa por uma banca de jornal toda semana verifica que o espaço já virou fixo. Só muda a foto e o protagonista da vez. Cada edição traz novos zeros, sempre generosos, sempre históricos. A dúvida que insiste em não sair do rodapé é simples: esse dinheiro todo já entrou mesmo nos cofres públicos? Porque é fato que entre anunciar e efetivamente cair na conta da Prefeitura, existe um caminho chamado convênio, plano de trabalho, empenho, liberação, burocracia — e, às vezes, espera. Se tudo o que é divulgado já tivesse sido integralmente depositado, talvez o orçamento anual do município estivesse prestes a pedir ampliação. Com tantos milhões somados semanalmente, já daria quase para fundar uma segunda prefeitura. Agora, além do anúncio em letras garrafais, fica a curiosidade: haverá também prestação de contas com extratos, cronograma, fotos das obras e das benfeitorias? Porque anunciar é rápido. O desafio mesmo é mostrar o dinheiro entrando — e aparecendo na prática. A população espera.


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