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Perfil eleitoral

Urnas mostram eleitorado mogimiriano mais alinhado à direita e a nomes locais

Resultados para presidente, governador, Senado e deputados indicam preferência por candidatos conservadores, além de forte peso de nomes conhecidos na cida

Publicado em 04/10/2026 às 21:03
Atualizado em

O resultado das Eleições 2026 em Mogi Mirim revela um eleitorado que, neste pleito, demonstrou forte preferência por candidatos de direita e centro-direita nos principais cargos, ao mesmo tempo em que manteve espaço relevante para nomes com ligação política ou eleitoral com o município.

O padrão aparece de forma mais clara nas disputas majoritárias. Para presidente, Flávio Bolsonaro terminou na frente em Mogi Mirim com 33.902 votos (65,51%), contra 12.646 (24,81%) de Lula. 

Na eleição para governador, a diferença foi ainda maior. Tarcísio de Freitas recebeu 36.294 votos (76,65%), enquanto Fernando Haddad teve 10.774 (22,75%).

Os números mostram que, para os dois principais cargos do Executivo, aproximadamente dois em cada três eleitores que deram voto válido para presidente escolheram Flávio Bolsonaro, enquanto mais de três em cada quatro votos válidos para governador foram destinados a Tarcísio.

Senado repete tendência

A disputa pelo Senado também apresentou concentração de votos em candidatos do campo da direita e centro-direita.

Guilherme Derrite (PP) terminou com 33.064 votos (37,07%), seguido de perto por André do Prado (PL), com 32.722 (36,69%).

Simone Tebet (PSB) recebeu 11.049 votos (12,39%) e Marina Silva (Rede), 10.149 (11,38%).

Como cada eleitor pôde escolher dois candidatos ao Senado, a comparação é diferente das disputas para presidente e governador. Ainda assim, Derrite e André do Prado concentraram, juntos, a maior parte dos votos registrados para o cargo no município.

Voto local pesa para deputado federal

Quando a disputa chega aos cargos proporcionais, o comportamento do eleitor de Mogi Mirim apresenta outro componente: a força dos candidatos com vínculo local.

Vinícius Marchese (PSD) foi o deputado federal mais votado na cidade, com 10.320 votos (21,39%). O desempenho mais que dobrou em relação a 2022, quando ele havia recebido 4.973 votos (10,56%) no município.

O resultado sugere que, além da identificação partidária ou ideológica, o eleitor mogimiriano também considera a proximidade regional e o histórico de atuação do candidato.

Lucas Pavanato (PL) ficou em segundo, com 7.781 votos (16,13%), seguido por Erika Hilton (PSOL), com 2.400 votos (4,97%), e Baleia Rossi (MDB), com 1.822 (3,78%).

Joelma Franco (Novo), que disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados e também tem ligação com Mogi Mirim, recebeu 669 votos no município.

Barros Munhoz mantém força

Na eleição para deputado estadual, Barros Munhoz (PSD) voltou a mostrar forte presença eleitoral em Mogi Mirim.

Ele terminou na primeira colocação com 14.255 votos (29,80%), ampliando o resultado obtido em 2022, quando havia recebido 8.529 votos (18,28%).

Sônia Módena (Pode), outro nome conhecido do eleitorado local, ficou em segundo lugar com 7.282 votos (15,22%). Em 2022, ela havia recebido 7.310 votos (15,67%) para deputada estadual.

Eleitorado combina ideologia e proximidade

O conjunto dos resultados mostra que o eleitor de Mogi Mirim adotou dois comportamentos predominantes nas urnas em 2026.

Nas disputas nacionais e estaduais majoritárias, houve forte concentração de votos em candidatos identificados com a direita e a centro-direita.

Já nas eleições para deputado federal e estadual, além da orientação partidária, a proximidade com o município ganhou peso. Marchese e Barros Munhoz, ambos com histórico político ligado à região, terminaram como os mais votados em suas respectivas disputas dentro da cidade.

Isso não significa que todo o eleitorado tenha seguido uma única linha política. Candidatos de partidos de esquerda também aparecem entre os mais votados para deputado federal, como Erika Hilton e Sâmia Bomfim, mostrando que o voto proporcional foi mais diversificado.

Abstenção de 20%

Outro dado relevante para entender o comportamento eleitoral é a abstenção.

Ao todo, 13.591 eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 20,09% do eleitorado informado na totalização.

Na prática, cerca de um em cada cinco eleitores aptos deixou de participar da escolha dos representantes neste primeiro turno.

Entre os que compareceram, foram registrados 2.865 votos em branco (5,30%) e 3.837 votos nulos (7,10%).

Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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