Operação Carcará
Operação contra roubos a carros-fortes prende um em Mogi Mirim
A operação nas Chácaras São Marcelo foi para desarticular organização criminosa que possui diversas células e núcleos interligados em várias cidades
Publicado em
16/12/2024 às 10:20
Atualizado em
Em Mogi Mirim, dois homens foram presos pelo GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil de Ribeirão Preto, na manhã desta segunda-feira (16), durante operação para desarticular células de organização criminosa especializada na prática de roubos a carros-fortes e empresas transportadoras de valores.
O alvo da investigação estava em um imóvel nas Chácaras São Marcelo. No local, tinha outro rapaz que também foi preso em flagrante com apreensão de cerca de R$ 500 mil, drogas e outros objetos que poderiam ter sido usados na prática de crimes. Dois caminhões guincho também foram apreendidos e podem estar relacionados os roubos.
A Polícia Civil também cumpriu mandado de busca e apreensão em um imóvel no Jardim Sant' Ana.
O delegado de polícia de Mogi Mirim, Dr. Fábio Chrysóstomo, acompanhou a operação e comemorou o resultado com a prisão do "alvo" investigado. Segundo ele, foi uma ação articulada e simultânea porque as informações eram de que o ctiminoso poderia utilizar diversos endereços tanto em Mogi Mirim quanto em Mogi Guaçu. Nas Chácaras São Marcelo o imóvel estaria alugado.
Mogi Guaçu também foi alvo da operação realizada em imóveis na Chácara do Ouro e Jardim Centenário.
Na cidade vizinha, os policiais civis encontraram um casa usada como possível "depósito" com vários objetos como rádios de comunicação, lanternas e outros suspeitos de utilização nos roubos, além de muitas peças de roupas.
A ocorrência está sendo registrada na CPJ (Central de Polícia Judiciária) mogimiriana e mais informações podem ser atualizadas em breve.
A força-tarefa composta pelo MPSP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), pela Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Carcará, em diversos municípios do Estado de São Paulo. O objetivo é desarticular células de organização criminosa especializada.
Informações extraoficiais dão conta de que, por enquanto, foram 10 prisões temporárias, um preso morto em confronto, 48 mandados de busca domiciliar em 17 cidades.
Além de Mogi Mirim e Mogi Guaçu, as ações foram em Ribeirão Preto, Franca, Serra Azul, São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul, Taboão da Serra, Guarulhos, São José dos Campos, Jacareí, Atibaia, Monguaguá, Cosmópolis, Santa Bárbara d' Oeste e Americana.
Até agora fora apreendidos: oito veículos sendo Audi, Q3, camionete Hilux e Fiat Toro, além de quatro armas de fogo. Três prisões em flagrante estão sendo lavradas. Mais de R$ 850 mil reais foram apreendidos, sendo R$ 500 em Mogi Mirim e o restante na região de Ribeirão de Pronto. Um apartamento foi bloqueado judicialmente.
A operação contou com o emprego de 33 delegados de Polícia, 163 agentes da Polícia Civil e 200 policiais militares, bem como promotores de Justiça e servidores do Ministério Público. O aparato conta com 102 viaturas e duas aeronaves.
A investigação, decorrente de força-tarefa formada pelas instituições, incluindo o grupo de repressão a roubos de cargas e caminhões da Delegacia de Polícia Federal em Campinas, teve início após uma série de crimes graves ocorridos na região, quando o grupo criminoso inicialmente atacou um carro-forte na Rodovia Candido Portinari (SP-334), no dia 9 de setembro deste ano. Naquela ocorrência, dezenas de assaltantes bloquearam a via e interceptaram um carro-forte, utilizando fuzis, itens de guerra, carros blindados e explosivos. O grupo criminoso explodiu o veículo de transporte de valores, mas o numerário foi queimado e, por isso, não houve subtração. Na fuga, houve ao menos três confrontos entre o grupo e policiais, sendo que diversas pessoas restaram feridas, dentre civis e militares.
No dia 11 de setembro, os criminosos se preparavam para outra ação, mas dessa vez um veículo utilizado pelo grupo foi acompanhado por viaturas do 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), ocasião em que houve intenso confronto na Rodovia Joaquim Ferreira (SP-338), na altura da cidade de Altinópolis. Em decorrência disso, registrou-se a morte dos três integrantes do grupo delitivo, de um policial militar e de um motorista de caminhão.
Um dos envolvidos nos crimes está preso desde o dia 10 de setembro, quando deu entrada na UPA de Valinhos em virtude de ferimento de arma de fogo no pé. O homem figura como réu em três processos, inclusive pelos fatos relacionados aos ataques.
A primeira fase da Operação Carcará ocorreu no dia 4 de outubro, quando houve diligências pontuais para cumprimento de mandados de busca e apreensão na comunidade de Paraisópolis, na capital, e na Praia Grande. Durante os trabalhos, um investigado reagiu a tiros e acabou morto pelos agentes, que reagiram ao ataque na comunidade. Houve, ainda, a apreensão de um fuzil, uma pistola, drogas e outros itens utilizados nas atividades ilícitas. Tanto o investigado morto quanto sua companheira eram foragidos da Justiça e utilizavam documentos falsos. Ela e terceira pessoa que estava no local foram presos em flagrante.
Outro alvo foi preso no dia 24 de outubro em São Paulo, ocasião em que estava na posse de fuzis, grande quantidade de munições, itens e petrechos utilizados pela quadrilha, mapas da cidade de Praia Grande, além de drogas e material utilizado no tráfico. Ele estava foragido desde o ano de 2009, tendo em vista seu envolvimento na morte de dois policiais militares na cidade de Santo André.
A operação desta segunda envolve investigados que, direta ou indiretamente, possuem relação com a organização criminosa. Em virtude das apurações, a força-tarefa formulou os respectivos pedidos cautelares junto ao juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Franca.
Conforme restou apurado, a formatação e escalonamento do grupo criminoso são complexos e extensos. A organização possui diversas células e núcleos interligados.
A denominação da operação, Carcará, é uma homenagem ao sargento da Polícia Militar do Estado de São Paulo Márcio Ribeiro, integrante do 11º BAEP, morto em confronto com os criminosos, no dia 11 de setembro de 2024. Era dessa forma que colegas o chamavam.
Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim
Notícias relacionadas
Homem é preso por tráfico e ameaça à companheira no Linda Chaib
31/07/2026 às 06:44
Cenipa investiga queda com morte em aeroporto de Mogi; local tem histórico de acidentes
30/07/2026 às 09:19
Piloto morto em queda de avião em Mogi Mirim era engenheiro e atuava em escola de aviação
30/07/2026 às 09:12
Aeronave de pequeno porte cai após decolar do Aeroporto Municipal de Mogi Mirim
29/07/2026 às 18:01
Adolescente é apreendido por ato infracional de tráfico na Vila Dias
29/07/2026 às 15:34
PM captura procurado por ameaça durante patrulhamento em Mogi Mirim
29/07/2026 às 08:49