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Suspeita

No Jardim Sakaida: Famílias suspeitam de terem caído em golpe de construtora

Vítimas procuraram pela Polícia Civil para tentar localizar o construtor e receberam o dinheiro de volta, pois o contrato não foi cumprido

Publicado em 31/03/2023 às 11:58
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(Foto: Divulgação/Tatiane Souza)

O sonho da casa própria está virando um pesadelo para dezenas de famílias de Mogi Guaçu. Nesta semana, várias pessoas procuraram a Polícia Civil para denunciar um suposto golpe da construtora que estava responsável por algumas obras residenciais no bairro Jardim Sakaida, às margens da rodovia SP-342 (Mogi Guaçu/Pinhal).

Esse é o caso de Tatiane Suave, que tinha a promessa ter a casa pronta em junho de 2021, mas 10 meses depois desse prazo, ela está com a obra parada e sem o dinheiro que investiu.

Tatiane entrou contato com a reportagem do Portal da Cidade e pediu ajuda na divulgação do caso na tentativa de localizar o construtor e ainda alertar outras pessoas que desejam comprar imóvel naquele bairro.  

Segundo ela, o problema começou quando o construtor pediu mais prazo para entregar a casa. À época, foi feito um aditivo com nova data, até dezembro de 2021. Porém, mais uma vez, a obra não teve andamento. O construtor sugeriu o fim do contrato e disse que devolveria o recurso, considerando descontos do que gastou na construção do alicerce e das paredes. Tatiane receberia R$ 13 mil de volta, mas começou outro pesadelo.

"Financiei terreno e casa, pelo programa Minha Casa, Minha Vida, através da construtora, usei meu FGTS e recursos próprios. No distrato, o construtor disse que devolveria o valor em 12 parcelas, mas ele pagou R$ 2 mil e sumiu"

Incansavelmente, ela tenta contato pelo telefone ou redes sociais, mas o responsável não a atende e, também não o encontra mais no escritório.

Por isso, decidiu registrar boletim de ocorrência e, na CPJ (Central de Polícia Judiciária), ela encontrou outras famílias, cerca de 25 pessoas, que estão passando pela mesma situação. Por orientação, das autoridades, elas registraram B.O. por desacordo comercial. A partir daí, há possibilidade de a Polícia Civil apurar se houve golpe imobiliário, conforme suspeita das pessoas.

Tatiane é casada, tem um filho e paga aluguel. Enquanto aguarda por justiça, para receber o dinheiro investido, aos poucos e com dificuldades financeiras, ela tenta dar andamento à construção de sua casa própria.  

A construtora está localizada na rua Luiz Anhaia Mello, no Centro de Mogi Guaçu. A reportagem do Portal da Cidade buscou contatos para ter uma posição do caso da Tatiane e de outras famílias que também firmaram contrato com a construtora, mas até agora, não obteve resposta.




Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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