Mogi Mirim registrou 154 casos de dengue entre o início do ano e o dia 30 de abril de 2026, número significativamente menor em comparação ao mesmo período de 2025, quando quase 10 mil pessoas foram infectadas. Apesar da queda, a Vigilância em Saúde reforça o alerta para que a população mantenha os cuidados contra o mosquito Aedes aegypti.
De acordo com os dados municipais, março concentrou a maior parte dos registros, com 141 casos. Desde então, houve aumento discreto, com apenas 13 novas confirmações até o fim de abril, indicando estabilidade no avanço da doença.
As regiões Norte e Oeste concentram o maior número de casos, com 59 e 32 registros, respectivamente. A região Central aparece em seguida, com 28 casos, seguida pelas zonas Leste (24), Sul (5) e área rural (1). Também foram contabilizados cinco casos de pessoas de fora do município. Não há registro de mortes.
A maior parte dos infectados está na faixa etária de 16 a 59 anos, com 110 casos. Em seguida aparecem pessoas com mais de 60 anos (28), jovens de 6 a 15 anos (14) e crianças de até 5 anos (2). Em relação ao sexo, 91 casos foram registrados em mulheres e 63 em homens.
Segundo a coordenadora da Vigilância em Saúde, a médica veterinária Vivian Delalibera Custódio, a maioria dos focos do mosquito está dentro das residências. “Oito em cada dez criadouros estão nos quintais das casas”, afirma.
Entre as principais orientações estão manter caixas d’água fechadas, evitar água parada em pratos de plantas (preenchendo com areia), limpar calhas, descartar corretamente pneus e garrafas e higienizar com frequência os recipientes de água de animais. O lixo deve ser acondicionado em sacos fechados e mantido em lixeiras tampadas.
Vacinação ampliada nas UBSs
A campanha de vacinação contra a dengue também foi ampliada no município. Pessoas com 59 anos já podem receber a vacina do Instituto Butantan em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS).
O imunizante também está disponível para profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros e técnicos, com idades entre 15 e 59 anos. Além disso, crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem ser vacinados com a Qdenga, também nas UBSs da cidade.
A orientação das autoridades é que, mesmo com a redução nos casos, a população não relaxe nos cuidados, já que a prevenção ainda é a principal forma de evitar novos surtos.