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SAÚDE

Hospitais de Itapira e Mogi Guaçu passam a receber recursos da Tabela SUS Paulista

Programa de Tarcísio chega aos hospitais municipais; Santa Casa recebeu R$ 15,4 milhões em 2025, valor que equivale a 75% do repasse federal do SUS

Publicado em 02/06/2026 às 16:05
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Os hospitais municipais de Itapira e de Mogi Guaçu estão entre as 100 unidades que passarão a receber recursos da Tabela SUS Paulista, programa criado pelo Governo de São Paulo para complementar os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e reforçar o financiamento da rede pública hospitalar. A ampliação foi oficializada pela Secretaria de Estado da Saúde e inclui, na região, o Hospital Municipal de Itapira e o Hospital Municipal Dr. Tabajara Ramos, de Mogi Guaçu.

A medida marca uma nova etapa da política estadual, que desde 2023 vinha beneficiando Santas Casas e hospitais filantrópicos. Agora, os hospitais municipais também passam a receber complementação financeira do Estado para procedimentos de média e alta complexidade realizados pelo SUS.

Segundo o Governo de São Paulo, a inclusão dos hospitais municipais deverá representar cerca de R$ 760 milhões em repasses anuais e beneficiar 100 hospitais localizados em 77 cidades paulistas. A expectativa é ampliar a capacidade de atendimento, fortalecer a rede regional de saúde e dar mais sustentabilidade financeira às unidades públicas administradas pelos municípios.

O que é a Tabela SUS Paulista?

A Tabela SUS Paulista foi criada pelo governador Tarcísio de Freitas para corrigir uma reclamação histórica dos hospitais: a defasagem dos valores pagos pela tabela federal do SUS.

Na prática, o Estado complementa o valor dos procedimentos realizados pelos hospitais. Dependendo do tipo de atendimento, o pagamento pode chegar a até cinco vezes o valor previsto na tabela nacional. Desde sua criação, o programa já destinou mais de R$ 9,7 bilhões para hospitais e instituições de saúde em todo o Estado de São Paulo.

A lógica é simples: quanto maior a produção efetivamente realizada e registrada nos sistemas oficiais do SUS, maior a complementação financeira recebida pela unidade de saúde.

Santa Casa de Mogi Mirim é exemplo do impacto do programa

Embora não esteja entre os hospitais municipais agora incluídos, a Santa Casa de Misericórdia de Mogi Mirim é um dos exemplos mais expressivos do impacto da Tabela SUS Paulista na região.

Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que a instituição recebeu R$ 15,4 milhões em complementação estadual ao longo de 2025. O valor corresponde a aproximadamente 75% de tudo o que a Santa Casa recebeu por meio da tabela federal do SUS no mesmo período.

Enquanto a produção registrada pelo Ministério da Saúde alcançou R$ 20,5 milhões, a complementação estadual adicionou outros R$ 15,4 milhões, elevando o valor total dos atendimentos para quase R$ 36 milhões.

O maior impacto ocorreu nas internações hospitalares, tradicionalmente os procedimentos mais caros e que enfrentam maior defasagem na tabela federal. Apenas nessa área, a complementação estadual superou R$ 12,7 milhões em 2025.

Na comparação com 2024, o repasse estadual à Santa Casa cresceu 9,67%, passando de R$ 14 milhões para R$ 15,4 milhões.

Reforço regional

Com a inclusão do Hospital Municipal de Itapira e do Hospital Municipal Dr. Tabajara Ramos, de Mogi Guaçu, o programa amplia sua presença na região e passa a beneficiar diretamente três dos principais prestadores de atendimento SUS do eixo formado por Mogi Mirim, Mogi Guaçu e Itapira.

Para o Governo do Estado, a ampliação da Tabela SUS Paulista fortalece a regionalização da assistência, reduz pressões financeiras sobre os municípios e ajuda a ampliar a oferta de consultas, exames, cirurgias e internações na rede pública.

A adesão dos hospitais municipais exige a apresentação de plano de trabalho, cumprimento de metas e registro regular da produção nos sistemas oficiais do SUS, garantindo que os recursos sejam vinculados aos atendimentos efetivamente realizados.

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