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SINGRE BET CLUB

Pelo menos 600 caíram no “conto” do clube de investimento em Mogi

Pelo menos 15 pessoas já registraram boletim de ocorrência, mas muitas outras se manifestaram e confirmaram que foram vítimas de Singrewston de Lima

Publicado em 16/12/2019 às 01:56
Atualizado em

O empresário Singrewston Oliveira de Lima continua “desaparecido” depois que caso chegou até a polícia na tarde de sexta-feira, dia 13, e tornou público um dos maiores escândalos financeiros ocorridos em Mogi Mirim nos últimos anos. 

Pelo menos 15 pessoas já registraram boletim de ocorrência, mas muitas outras se manifestaram e confirmaram que foram vítimas de Singrewston Oliveira de Lima e o clube de investimento que lesou mais de 600 pessoas e os valores ainda são incalculáveis.

O assunto já ganhou repercussão depois de ter sido noticiado em primeira mão pelo Portal da Cidade de Mogi Mirim na noite de sexta-feira, dia 13. Nesta segunda-feira, dia 16, a EPTV já trouxe reportagem trazendo o depoimento de pessoas que aplicaram o dinheiro esperando por lucros de 30% a 50% do que fora investido.

Muitas pessoas aplicaram suas reservas à espera de altos rendimentos. Investimentos de 6 mil, 50 mil, de até 750 mil. Nos últimos dois meses, o proprietário do negócio deixou de retornar aos sócios e o negócio implodiu na sexta-feira, quando várias pessoas denunciaram o caso na polícia mediante o desaparecimento de seu dono

Segundo o G1 Campinas, em entrevista a um canal Mogi Play (veja o vídeo na íntegra), Syngrewston Oliveira de Lima, considerado o proprietário da empresa, explicou como funcionavam os investimentos em sites de apostas de jogos. Quando questionado pelos investidores de que os rendimentos estavam atrasados, ele se defendeu e pediu para que as pessoas tivessem "paciência".

"Tem gente que está atrasado? Está. Mas sabia que os juros desses 30 dias se você esperar um ano ou colocar em qualquer outra poupança que seja, não vai render os juros que vai render aqui por mês?", disse o suspeito em uma gravação telefônica captada pelo G1.

O estelionatário usava os recursos em apostas em sites internacionais.

Assista a entrevista do sono da Singre Bet Clube ao Mogi Plat.

ENTENDA O CASO

Com a promessa de lucros exorbitantes, que variavam de 30% a 50% dos valores aplicados, um grupo de investimentos criado em Mogi Mirim encerrou suas atividades com um prejuízo incalculável para os seus participantes.

O caso já foi parar na polícia e o idealizador do negócio, um empresário da cidade, desapareceu sem deixar qualquer tipo de rastro para a polícia.

A lista de pessoas lesadas ainda está sendo feita e envolve pessoas de todo o país, pelo menos 600 participantes, porque as ofertas tentadoras eram feitas pela internet.

Entre os lesados estão empresários, advogados, trabalhadores formais e informais, qualquer pessoa que tivesse algum recurso mínimo para entrar no clube com a expectativa de receber um retorno alto e rápido.

Inicialmente, nos primeiros meses havia a promessa de o investimento rentabilizar em torno de 50%. A margem caiu para 30% nestes últimos meses. Teve gente que realmente conseguiu o retorno esperado, a ponto de não ficar no prejuízo.

Outros, porém, certamente esperançosos para que a aplicação se multiplicasse inúmeras vezes, foram lesadas porque o proprietário do negócio simplesmente desapareceu no início da semana.

O líder do negócio chamado de Singre Bet Club, o empresário Singrewston Oliveira de Lima, desapareceu nesta semana. Com ele, todo o dinheiro que estava aplicado num negócio totalmente sem registro, sem empresa, apenas com uma fachada, um imóvel situado na Avenida da Saudade, próximo do Colégio Imaculada.

Houve uma tentativa de legalizar o negócio, mas até mesmo os 22 sócios que se dispuseram a criar uma empresa para legitimar o clube de investimentos caíram na arapuca armada pelo empresário.

Essa empresa criada, tendo Lima como sócio administrador, não teve movimentação alguma, jamais teve algum depósito registrado em seu nome, muito menos patrimônio registrado, embora a firma tenha sido aberta com capital social de R$ 420 mil.

A listagem dos 22 sócios já está rodando os clubes de mensagens instantâneas, como o Whatsapp. Um deles, ouvido pelo Portal da Cidade Mogi Mirim, garantiu que os 21 sócios de Lima são vítimas dessa situação, porque todos eles acabaram sendo vítimas de Lima, sendo que alguns deles registram prejuízos de algumas centenas de milhares de reais.

Tiveram casos de pessoas que refinanciaram o veículo, que emprestaram dinheiro de agiota e de saques do cartão de crédito acreditando que o lucro seria suficiente para quitar o débito e engordar a poupança ao final do investimento.

Até mesmo a listagem de pessoas lesadas está sendo atualizada a todo momento, porque havia participantes de todo o país, atraídos por convites tentadores da internet.

A Polícia foi até a sede do clube, que teve o portão arrombado pelos próprios participantes, onde não havia nenhum registro de valores movimentos, a não ser alguns itens focados na diversão de seus participantes.

O Portal da Cidade Mogi Mirim segue acompanhando toda a polêmica, enquanto todas as vítimas lesadas esperam localizar Lima.


Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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