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SEGURANÇA

Golpes digitais: veja sinais de fraude e como agir para não perder dinheiro

Criminosos exploram medo, urgência e ofertas vantajosas; orientação é interromper o contato, confirmar informações e usar canais oficiais

Publicado em 18/09/2026 às 10:32

Moradores de Mogi Mirim e região devem redobrar a atenção diante de pedidos inesperados de dinheiro, supostas emergências, ofertas muito vantajosas e contatos que exigem uma decisão imediata. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, golpistas têm usado desde links falsos até recursos de Inteligência Artificial (IA) para reproduzir imagens e vozes e convencer as vítimas a fazer transferências ou fornecer dados pessoais.

Entre as estratégias mais comuns está a chamada engenharia social. Nesse tipo de fraude, o criminoso tenta provocar medo, urgência, curiosidade ou expectativa de ganho para fazer com que a pessoa tome uma decisão antes de verificar se a situação é verdadeira.

De acordo com o delegado Paulo Barbosa, da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), o avanço da Inteligência Artificial ampliou as possibilidades de criação de situações falsas e mais convincentes.

Além da tecnologia, grupos criminosos podem utilizar listas com nomes e informações das vítimas e até roteiros preparados para conduzir as conversas e responder às possíveis dúvidas de quem está sendo abordado.

Falso familiar e pedido de Pix

Um dos golpes recorrentes ocorre quando criminosos utilizam fotos e informações disponíveis nas redes sociais para se passar por parentes ou conhecidos.

Em algumas situações, também são utilizados recursos capazes de reproduzir a voz da pessoa.

A abordagem geralmente envolve uma emergência e um pedido de transferência imediata. Entre os exemplos citados pela Polícia Civil está o contato de alguém se passando por um filho que afirma estar com o carro quebrado e solicita um Pix para uma suposta oficina ou mecânico.

A recomendação é não fazer a transferência antes de confirmar a história.

O ideal é encerrar aquela conversa e ligar diretamente para o familiar pelo número que já estava salvo anteriormente.

Golpe da falsa central bancária

Outro método frequente envolve criminosos que se apresentam como funcionários ou gerentes de bancos.

O golpista pode informar sobre uma suposta compra suspeita no cartão ou outra movimentação bancária e dizer que é necessário tomar alguma providência imediatamente.

Nesse caso, a orientação é encerrar o contato e procurar o banco pelos canais oficiais. Quando possível, a informação também pode ser confirmada diretamente em uma agência.

Dados bancários, senhas e códigos de segurança não devem ser informados em contatos cuja origem não tenha sido confirmada.

Ofertas boas demais exigem atenção

Sites falsos de comércio eletrônico também são utilizados para atrair consumidores com celulares, eletrodomésticos, computadores e outros produtos vendidos por preços muito abaixo dos praticados normalmente.

Esse tipo de fraude pode aumentar em períodos de grande movimentação no comércio, como a Black Friday.

Também existem golpes envolvendo falsos gestores de investimentos. As vítimas encontram anúncios nas redes sociais prometendo retornos elevados e são pressionadas a transferir dinheiro rapidamente sob a alegação de que aquela seria uma oportunidade única.

Diante de uma proposta assim, a orientação é interromper a decisão, pesquisar e conversar com alguém de confiança antes de transferir qualquer valor.

Como identificar sinais de possível golpe

Alguns comportamentos devem servir como alerta ao usuário:


pedido inesperado de dinheiro, principalmente por Pix;

pressão para decidir imediatamente;

promessa de ganho muito acima do normal;

mensagens sobre uma suposta emergência;

contatos bancários pedindo procedimentos urgentes;

links recebidos de origem desconhecida;

pedidos para fornecer dados, senhas ou informações pessoais.

A principal recomendação da Polícia Civil é evitar agir automaticamente diante dessas situações. Antes de clicar, pagar ou transferir, o consumidor deve confirmar a informação por outro meio.

Caiu em um golpe? Veja o que fazer

Se o dinheiro já tiver sido transferido, a vítima deve agir rapidamente.

A primeira providência é procurar o banco para informar a fraude e verificar a possibilidade de bloquear a movimentação.

Nos golpes envolvendo Pix, também pode ser solicitado o Mecanismo Especial de Devolução (MED), quando o procedimento for aplicável.

É importante ainda guardar prints das conversas, mensagens, números de telefone e comprovantes. A recomendação é preservar essas informações antes de apagar mensagens ou bloquear o contato.

A vítima também deve alterar senhas que possam ter sido comprometidas e solicitar o bloqueio de cartões quando necessário.

Esses registros podem ajudar a Polícia Civil durante a investigação e, dependendo do caso, a rapidez na comunicação com a instituição financeira pode aumentar as chances de impedir novas movimentações.

Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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