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URGENTE

Delegada afirma que hipótese de feminicídio está descartada no caso da jovem Fernanda

Imagens e depoimentos analisados até o momento não apontam para feminicídio; segundo a Polícia Civil, investigação continua para esclarecer a morte

Publicado em 07/08/2026 às 17:23
Atualizado em

No final da tarde desta sexta-feira (7) durante entrevista à imprensa, a delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) Raquel Casalli Tarossi, descartou, por enquanto, a hipótese de feminicidio no caso da jovem de 22 anos, Fernanda Toledo Adorno.

A delegada se baseou nas imagens de câmeras de monitoramento e nas primeiras análises realizadas pela perícia.

As imagens registradas no condomínio onde Fernanda estava mostram que ela deixou o local aparentemente em boas condições físicas. Antes de sair, a jovem chegou a conversar brevemente com uma moradora.

Um dos detalhes observados pela investigação foi a forma como Fernanda, que é sobrinha do cantor Milionário da dupla com José Rico, deixou o condomínio. Ela saiu com o capacete sobre a cabeça, mas sem colocá-lo corretamente, seguindo em direção ao local onde posteriormente ocorreu o acidente de trânsito.

De acordo com a delegada, as conversas anteriores mantidas entre Fernanda e o marido eram, aparentemente, de rotina, envolvendo assuntos cotidianos, como compras de supermercado e jantar, sem registros de discussões ou situações que indicassem anormalidade.

Linha do tempo

Ainda conforme as informações apresentadas pela delegada, por volta das 18h30, Fernanda levou o marido até o local onde ele estava. Ele havia sofrido um acidente no mesmo dia, após cair de um muro, e apresentava dificuldades para caminhar.

As câmeras registraram o momento em que Fernanda se despediu do marido, inclusive mandando um beijo.

O acidente envolvendo a jovem aconteceu posteriormente, entre aproximadamente 20h30 e 21h.

A investigação também deverá aprofundar a análise dos exames e dos procedimentos médicos realizados após o acidente.

O laudo preliminar do médico legista apontou lesões internas, entre elas lacerações no fígado e nos pulmões. Diante das circunstâncias e da natureza das lesões, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), seguindo o procedimento adotado em ocorrências dessa natureza.

A Polícia Civil ainda deverá ouvir outros envolvidos no atendimento inicial da vítima, incluindo médicos do pronto-socorro que levantaram, naquele momento, a possibilidade de que pudesse haver sinais relacionados a uma eventual violência doméstica.

O prontuário médico também deverá ser reavaliado por um médico legista, que fará uma análise mais detalhada das lesões e das circunstâncias do atendimento.

Outro ponto mencionado durante a investigação envolve uma situação relatada pela mãe de Fernanda.

Segundo o relato, após a morte da filha, a mãe foi até a residência para buscar uma roupa para o sepultamento. No guarda-roupa, encontrou roupas da jovem, mas afirmou não ter localizado uma peça nova que considerasse adequada para a ocasião.

A informação, no entanto, não representa, por si só, indício de crime, segundo a Polícia Civil e deverá ser analisada dentro do contexto geral da investigação.

A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e reunindo elementos técnicos para esclarecer as circunstâncias da morte. Até o momento, segundo a delegada Raquel Casalli Tarossi, não há elementos que sustentem a hipótese de feminicídio.

Ferimentos chamaram atenção durante atendimento

Fernanda inicialmente teria sido socorrida após uma queda de motocicleta. No entanto, diante das características dos ferimentos apresentados, a equipe médica acionou a Polícia Civil, que passou a investigar com mais detalhes a dinâmica da ocorrência.

A jovem sofreu ferimentos no rosto, fratura no braço esquerdo e lesões internas. A motocicleta também foi examinada e, segundo informações apresentadas anteriormente, teria sofrido poucos danos.

O caso gerou repercussão na mídia, principalmente, depois que houve a divulgação de uma nota da GCM (Guarda Civil Municipal) de Mogi Mirim sobre o atendimento prestado à jovem Fernanda. Os questionamentos surgiram após a corporação identificar o agravamento do quadro clínico e exames realizados no hospital identificarem lesões na face e em órgãos internos que não haviam sido constatadas no primeiro atendimento.

A corporação informou em nota divulgada logo após a morte da moça que, diante das dúvidas levantadas sobre a compatibilidade dos ferimentos com a versão inicial de queda, tinha elaborado um novo registro e encaminhado à autoridade competente para análise.


Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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