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LUTO

Conhecido como Jé, homem é encontrado morto em residência na Saúde

Figura conhecida por gerações de mogimirianos, Jé tinha 49 anos e fazia parte do cotidiano da cidade; corpo foi localizado neste domingo (19)

Publicado em 19/07/2026 às 16:54
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Uma figura conhecida por gerações de mogimirianos foi encontrada morta na tarde deste domingo (19), em uma residência na Rua José Magrini, no bairro da Saúde, zona Oeste de Mogi Mirim. Jeferson Adriano de Oliveira, o popular Jé, tinha 49 anos e completaria 50 em agosto.

Jé era daquelas pessoas que, de tanto percorrer as ruas e aparecer em diferentes cantos, acabam se tornando parte da própria paisagem de uma cidade. Carismático, era conhecido por muita gente simplesmente pelo apelido. Circulava por Mogi Mirim, encontrava pessoas, conversava e, à sua maneira, construiu uma relação com diferentes gerações de moradores.

O futebol estava entre suas paixões e os campos do amador eram alguns dos lugares onde podia ser encontrado. Mas sua figura não se limitava às arquibancadas ou aos jogos. Jé perambulava pela cidade e era um personagem do cotidiano mogimiriano, desses que muitos conhecem pelo nome, outros apenas de vista, mas cuja presença se torna familiar com o passar dos anos.

Neste domingo, vizinhos perceberam um forte odor vindo da residência onde ele estava e acionaram os Bombeiros Municipais. A equipe formada pelo inspetor Marcos e pelo bombeiro municipal Veloso foi até o endereço e encontrou Jé já sem vida. O corpo estava em avançado estado de decomposição.

O Samu também foi acionado e compareceu ao local com a Unidade Alfa 02, composta pelo médico Dr. Fernando, pelo enfermeiro Valdir e pelo condutor Robson. O médico confirmou o óbito.

Após a constatação da morte, a Polícia Científica realizou os trabalhos periciais. Estiveram no local a escrivã Helen, o papiloscopista Alex, o perito João e o fotógrafo Ronaldo. Concluídos os procedimentos, o corpo foi removido pela Funerária São Luiz. A causa da morte deverá ser determinada pelos exames periciais.

A notícia da morte encerra a trajetória de uma figura simples, mas que se tornou conhecida justamente pela convivência diária com a cidade. Jé não precisava de endereço certo no imaginário dos mogimirianos: estava nas ruas, nos bairros, nos campos e nos encontros casuais de quem atravessava Mogi Mirim.

Agora, sua ausência certamente será percebida por aqueles que estavam acostumados a encontrá-lo pelo caminho. Para uma cidade inteira que aprendeu a reconhecer seu rosto ao longo dos anos, ficará a lembrança daquele personagem que todos, de uma forma ou de outra, pareciam conhecer: o Jé.

Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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