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DESVENDADO

Caso do advogado: suspeito confessa crime e polícia investiga participação de 2º homem

Homem preso na sexta-feira (14) admitiu ter matado o advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos; Polícia Civil apura possível participação de outra pessoa no c

Publicado em 17/08/2026 às 17:01
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O homem preso suspeito de matar o advogado e ativista Lucas Silva Lopes, de 30 anos, confessou o crime, segundo o delegado responsável pelo caso, Dr. Fábio Crisóstomo. A Polícia Civil também investiga a possível participação de um segundo homem no assassinato. A prisão foi divulgada nesta segunda-feira (17), em Mogi Mirim.

Segundo o delegado, durante entrevista coletiva à imprensa, o suspeito já estava sob custódia dos investigadores desde sexta-feira (14), aguardando apenas o cumprimento de procedimentos burocráticos para formalizar a prisão.

Lucas foi encontrado morto no dia 2 de agosto, em uma estrada de terra próxima ao Distrito Industrial Luiz Torrani, em Mogi Mirim. O corpo estava nu, em posição fetal, com ferimentos no rosto e um tecido amarrado ao pescoço e ao corpo.

O carro do advogado foi localizado nas proximidades, completamente queimado. Pelas circunstâncias do crime, a Polícia Civil chegou a investigar inicialmente a possibilidade de um crime de ódio.

Segundo o delegado, o principal suspeito foi identificado já na terça-feira seguinte ao crime. A partir disso, os investigadores passaram a monitorar seus deslocamentos, realizar campanas e analisar imagens de câmeras de segurança.

Na quinta-feira, a polícia solicitou a prisão. A equipe aguardou novas informações e o cumprimento de outras diligências para definir o momento da operação.

O suspeito foi localizado quando retornava para casa após buscar uma criança na escola. Segundo a investigação, imagens mostram o homem dirigindo o carro de Lucas, deixando o veículo e retornando cerca de três minutos depois.

Na sequência, ele teria levado o carro a um posto de combustíveis para abastecer e seguido por um trajeto mais longo, possivelmente para dificultar o monitoramento por câmeras da Polícia Militar e da Guarda Municipal. O veículo acabou abandonado e incendiado.

A polícia também identificou que o suspeito conhecia a região onde o corpo e o carro foram deixados. Ele morava a poucos quarteirões dos locais, considerados de difícil acesso. Para os investigadores, esse conhecimento pode ter facilitado a escolha dos pontos.

O celular de Lucas também teria sido descartado pelo suspeito após o crime e passou a ser analisado como parte das provas.

Mais um no crime e condição da vítima

Além do homem preso, a Polícia Civil apura a possível participação de um segundo suspeito no assassinato. As investigações ainda buscam esclarecer qual teria sido o eventual envolvimento dele e se outras pessoas participaram da ação.

A existência de um segundo investigado faz parte das diligências que continuam sendo realizadas pela polícia.

Lucas tinha paralisia cerebral e era conhecido pela atuação na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Mestre em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo (USP), ele também cursava doutorado e tinha o sonho de se tornar promotor de Justiça.

Durante a investigação, a polícia identificou marcas consideradas compatíveis com tentativa de defesa. Segundo o delegado, a vulnerabilidade física de Lucas pode ter dificultado sua capacidade de reação durante o ataque.

As hipóteses de homofobia e capacitismo foram questionadas durante a entrevista, mas a polícia afirmou que ainda não pode confirmar essas linhas de investigação.

Motivação financeira

A motivação do crime ainda não foi esclarecida. Segundo o delegado, a investigação envolve questões relacionadas à intimidade da família e também apura uma possível motivação financeira.

A polícia verifica informações sobre uma possível venda do apartamento de Lucas e analisa movimentações bancárias e transferências. Novas quebras de sigilo são aguardadas e podem ajudar a esclarecer a dinâmica e a motivação do assassinato.

Antecedentes do suspeito

Segundo a Polícia Civil, o suspeito não tinha profissão definida, seria usuário de drogas e possui antecedentes por crimes patrimoniais, agressões e perturbação.

Ele também é apontado como o mesmo suspeito de uma ocorrência de estelionato registrada no ano passado por Lucas.

Após a prisão, segundo a polícia, o homem apresentou uma versão sobre o crime e colaborou com os investigadores. O interrogatório formal foi realizado após a constituição de um advogado.

A prisão é inicialmente temporária. A Polícia Civil avalia novas medidas, incluindo um eventual pedido de conversão para prisão preventiva.

As investigações continuam para esclarecer a motivação, a dinâmica do assassinato e a possível participação do segundo suspeito.


Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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