NUTRIÇÃO COM ALMA
Crianças de férias: como organizar a alimentação sem cair no caos
Elaine Navarro orienta famílias a manterem uma rotina alimentar equilibrada durante o recesso e ensina como diferenciar fome de tédio entre as crianças
Publicado em
11/07/2026 às 08:08
Atualizado em
Por Elaine Navarro
Na semana passada conversamos sobre a importância de manter alguns pilares da rotina durante as férias. Mas existe um desafio que praticamente toda família enfrenta quando as crianças passam mais tempo em casa: a alimentação.
Basta o período de férias começar para surgir uma frase que se repete várias vezes ao dia: "Mãe, tô com fome!".
Muitas vezes, essa frase aparece poucos minutos depois do café da manhã ou logo após um lanche. Isso faz muitos pais acreditarem que os filhos estão comendo pouco ou que precisam oferecer alimentos o tempo todo. Mas nem sempre essa fome é verdadeira.
Quando a criança sai da rotina escolar, ela passa mais tempo em casa, muda seus horários e, em muitos casos, fica mais tempo diante das telas. O tédio acaba sendo confundido com fome, e a comida se transforma em uma forma de ocupar o tempo. É por isso que organizar a alimentação nas férias não significa oferecer comida o dia inteiro, mas criar um ambiente que favoreça boas escolhas.
Uma estratégia simples é manter horários aproximados para as principais refeições. Não precisa ser uma rotina rígida, mas saber que haverá café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar ajuda a diminuir os beliscos constantes.
Outro cuidado importante é observar o que está disponível dentro de casa. Alimentos que ficam à vista costumam ser consumidos com muito mais frequência. Em vez de deixar sobre a mesa pacotes de biscoitos, salgadinhos e doces, prefira frutas já lavadas, pipoca feita em casa, iogurte natural e sanduíches simples.
Também vale a pena envolver as crianças no preparo das refeições. Elas podem lavar frutas, montar um sanduíche, organizar a mesa ou ajudar em receitas fáceis. Quando participam desse processo, costumam desenvolver uma relação mais positiva com os alimentos.
E antes de oferecer um lanche, faça uma pergunta simples: "Você está com fome ou está procurando alguma coisa para fazer?". Muitas vezes, uma brincadeira, um passeio ao ar livre, um jogo de tabuleiro ou até uma conversa resolvem aquilo que parecia ser fome.
Isso não significa proibir um sorvete ou um lanche diferente durante as férias. Esses momentos fazem parte das boas lembranças da infância. O importante é que sejam ocasiões especiais, e não uma resposta automática sempre que a criança disser que está com vontade de comer.
Educar para uma alimentação saudável vai muito além do prato. É ensinar a reconhecer os sinais do próprio corpo, entender a diferença entre fome e vontade de comer e mostrar que existem muitas formas de aproveitar as férias além da comida.
E quando chegam os passeios, viagens e refeições fora de casa? Esse será o tema da nossa próxima conversa.
Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim
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