Fé
Grupo de romeiros conclui peregrinação a pé até Aparecida movido pela fé
Seis peregrinos percorreram o Caminho da Fé entre Águas da Prata e Aparecida, enfrentando subidas, chuva e frio em uma jornada de devoção e reflexão.
Publicado em
01/08/2026 às 08:30
Atualizado em
A fé foi o combustível que levou seis romeiros a percorrerem, a pé, o Caminho da Fé entre Águas da Prata e Aparecida. A peregrinação começou em 17 de julho e reuniu moradores da região que enfrentaram centenas de quilômetros de estradas, serras e trilhas em um trajeto marcado por desafios físicos, momentos de oração e superação.
O grupo era formado por Goulart e João Dias, que realizaram a caminhada pela primeira vez, Ronald, que completou o percurso pela segunda vez, e Noé, Conde e Magnan, que chegaram à quinta peregrinação. Para todos, porém, o destino era o mesmo: o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, alcançado após dias de caminhada.
O percurso passou por diversas cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais, entre elas Andradas, Ouro Fino, Inconfidentes, Borda da Mata, Tocos do Moji, Estiva, Consolação, Paraisópolis, Brasópolis, Luminosa, São Bento do Sapucaí, Campos do Jordão, Guaratinguetá, Potim e Aparecida.
Em média, o grupo percorreu 35 quilômetros por dia, chegando a caminhar cerca de 40 quilômetros em uma das etapas. As maiores dificuldades ficaram por conta das longas subidas e descidas. Entre os trechos mais exigentes estão o Pântano dos Theodoro, o Morro do Caçador, a descida de Consolação e a chegada a Borda da Mata.
O ponto mais aguardado da peregrinação foi a tradicional subida da Luminosa, considerada um dos maiores desafios do Caminho da Fé. São aproximadamente 12 quilômetros de subida contínua, vencidos passo a passo pelos romeiros.
Outro marco do percurso foi a passagem pela Serra das Pedrinhas, onde está localizado o ponto mais alto do Caminho da Fé, a cerca de 1.965 metros de altitude. A conquista desse trecho foi acompanhada por mudanças bruscas no clima. Após a subida da Luminosa, o grupo enfrentou chuva até Campos do Jordão, além de vento forte e baixas temperaturas na região serrana.
Apesar do desgaste físico, os romeiros afirmam que a motivação sempre foi maior do que as dificuldades.
A caminhada foi realizada como demonstração de devoção a Nossa Senhora Aparecida, em agradecimento por graças alcançadas e como forma de renovar a fé. Durante o trajeto, os momentos de silêncio, oração e contemplação ganharam significado especial.
Segundo os peregrinos, o Caminho da Fé vai além do desafio esportivo. A experiência proporciona um tempo de encontro consigo mesmo e com Deus. As mensagens espalhadas ao longo do percurso, instaladas em placas de incentivo aos caminhantes, frequentemente emocionam quem passa pelo caminho e ajudam a renovar as forças para seguir adiante.
A chegada ao Santuário Nacional foi marcada por emoção, abraços e sentimento de missão cumprida. Depois de dias enfrentando o cansaço, as dificuldades do relevo e as mudanças no tempo, a recompensa veio ao cruzar o portal de Aparecida.
Mesmo com o desgaste da viagem, o grupo já faz planos para retornar. A intenção é repetir a peregrinação no próximo ano, mantendo viva uma tradição que une esforço físico, espiritualidade e gratidão.
Para os romeiros, cada passo dado ao longo do Caminho da Fé reforça uma certeza: a peregrinação termina em Aparecida, mas a transformação vivida durante o percurso permanece muito depois da chegada.

Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim
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