COMBO SEM LIMITES - O secretário de Mobilidade Urbana, Jonas Alves de Araújo Filho, decidiu que seu raio de atuação não cabe no mapa da secretaria. Circula por temas diversos com a confiança de quem acha que toda pauta leva, de algum jeito, ao seu gabinete. Não é ausência dos outros, dizem nos bastidores, é presença demais de um só. O problema é que surge um ambiente de desconforto elegante: ninguém bate de frente, ainda, mas já existem estresses registrados e o cenário pode mudar.
ALÉM DO CARGO - Nos corredores, a leitura ganhou contorno político. O movimento constante começa a ser interpretado como algo além da gestão: construção de visibilidade. E aí surge mais um nome soprando no ouvido de 2028. Ao que parece, de olho no "gramado" principal, o secretário de mobilidade segue “visitando” áreas como quem reconhece território. Para muitos já soa como ensaio porque na política local, sempre há quem já esteja aquecendo antes mesmo do apito inicial. Enquanto isso, e a ponte?
BLOQUEIO DEFINITIVO? - A interdição da ponte da Nagib Chaib ganhou um outro capítulo e não exatamente animador. O DER instalou uma defensa metálica, aparentemente, fixa separando a faixa que liga Mogi Guaçu a Mogi Mirim justamente no trecho da ponte. Traduzindo: o que parecia provisório começa a ganhar cara de definitivo. Com isso, o caminhão do DER, que por cerca de dois meses virou quase um “marco” da interdição, simplesmente saiu do local. Sem alarde. Seria uma leitura direta? O desvio deixou de ser plano B e começa a se consolidar como rota padrão? Quem, de fato vai resolver o problema?
MAIS UMA ALA DO MDB - Uma verba para o NIAS expõe nova articulação política. A passagem do deputado João Cury por Mogi Mirim, na quinta-feira (19), foi além do anúncio de R$ 600 mil para o núcleo esportivo, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer. Organizado pelo secretário Gebê, o encontro reuniu lideranças e evidenciou a proximidade com o grupo bastante ligado à vice-prefeita Maria Helena Scudeler de Barros. João Cury mantém relação próxima com João Manoel Scudeler de Barros, filho da vice-prefeita, o que amplia o peso político da agenda e pode influenciar composições futuras no município. Quanto à pauta oficial, a verba para o NIAS prevê melhorias como troca do gramado e cobertura da arquibancada e atenção à pista de atletismo.
COM DINHEIRO PÚBLICO - Com a narrativa da busca por recursos, as viagens de vereadores voltaram ao centro do debate. No feriado prolongado de São José, Nobre Edis estiveram em Brasília com argumentos de muito trabalho por Mogi Mirim. Participaram da agenda o presidente da Câmara, Cristiano Gaioto (PDT), além de Marcos Gaúcho (União Brasil), Wilians Mendes (PDT), Manoel Palomino (PSD) e Marcos Segatti (PSD). Mas a frequência das viagens e a efetividade dos resultados estão aliadas? Com a palavra cada vereador viajante. Até porque os custos com passagem aérea, alimentação, às vezes hospedagem e outros possíveis custos foram pagos, à vista. Neste caso, só resta a prestação de contas no Portal Transparência. Durante a passagem por Brasília, circularam vídeos com parlamentares anunciando valores — “milhões para cá, milhões para lá”. A liberação de emendas depende de trâmites, projetos e execução por parte da prefeitura — nem sempre imediata. E acreditem, às vezes nunca caem aos cofres. Mas com o volume de cifras divulgadas, cresce a impressão de abundância de dinheiro na cidade, mais até que o próprio orçamento anual. Especialistas lembram, porém, que orçamento público tem limites e regras, e que anúncios nem sempre significam recursos já disponíveis. Os mesmos vereadores irão acompanhar e prestar contas da aplicação das verbas — ou se os anúncios ficarão apenas no discurso político?
PUBLICADO PELO JORNAL O IMPACTO - Voo com turbulência. Se a agenda na capital federal foi considerada positiva, a volta virou dor de cabeça. O voo com destino a Campinas não conseguiu pousar em Viracopos na noite de quarta-feira (18) após um avião da Azul Linhas Aéreas declarar emergência e interditar a pista. Parte do grupo acabou desembarcando no Galeão, no Rio, onde passou a madrugada. Segundo a companhia aérea, a mudança ocorreu por “questões operacionais” e todos os passageiros receberam assistência. Mesmo assim, a demora levou Gaioto e Gaúcho a optarem por retornar a Mogi Mirim de carro na quinta-feira (19).