A Prefeitura de Mogi Mirim, por meio da Secretaria de Educação, pretende transformar o prédio da Brinquedoteca Municipal “Eugênio Scomparin” em uma ludoteca, com proposta de ampliar o uso do espaço como ambiente educativo, cultural e de convivência. O projeto foi apresentado pela secretária de Educação, Josélia Longatto Fuídio, na manhã de terça-feira (3), no Salão Vermelho da Estação Educação.
A apresentação reuniu o prefeito Paulo Silva, o secretário de Desenvolvimento e Inovação, Massao Hito, o secretário de Esporte e Lazer, Geraldo Bertanha, o presidente da Acimm (Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim), Nelson Theodoro Junior, além de servidores municipais e representantes da sociedade civil.
Segundo a proposta, a ludoteca será estruturada para atender públicos de diferentes idades, com atividades voltadas de crianças a idosos. Entre as ações previstas estão jogos de tabuleiro, desafios de raciocínio lógico, oficinas criativas, recreação, brincadeiras, contação de histórias, leitura e experiências interativas.
O projeto também prevê a criação de diferentes ambientes internos. Logo na entrada, o público será recepcionado por uma reprodução lúdica e interativa da praça central de Mogi Mirim, com a ideia de reforçar a identificação com pontos conhecidos da cidade. Outros espaços farão referência a biomas brasileiros — como Cerrado, Caatinga e Amazônia — com foco em estimular consciência ecológica e cultural. De acordo com a Secretaria, esses ambientes devem ser montados com pinturas, painéis ilustrativos e elementos que representem fauna e flora, confeccionados com materiais reaproveitados.
Ainda estão previstos ambientes para oficinas, exposições culturais permanentes, atividades esportivas, espaço de fantasias e práticas manuais. A ludoteca deverá contar, também, com uma biblioteca e um tablado para apresentações teatrais. Outra frente apresentada é a criação de um espaço que possa ser usado por colaboradores do comércio local no horário de almoço, como opção de “lazer inteligente” e integração.
O incentivo à economia criativa, com participação de artesãos do município, também integra o roteiro do projeto. “Nosso objetivo é tornar esse polo de educação, cultura e convivência num espaço vivo, com o uso pelas escolas e da população. E, para isso, queremos envolver a comunidade nessa construção”, afirmou Josélia, ao citar a possibilidade de colaboração de artistas locais na concepção visual do ambiente. A partir de agora, segundo a Prefeitura, o compromisso será buscar parceiros e emendas parlamentares para custear a estruturação do novo espaço.
