A Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) “Dona Sinhazinha” inaugurou oficialmente, na tarde da última sexta-feira (22), uma nova Sala Multifuncional voltada ao atendimento de estudantes com transtornos do neurodesenvolvimento, como TEA (Transtorno do Espectro Autista) e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). O espaço foi criado para auxiliar no acolhimento e no desenvolvimento dos alunos que necessitam de suporte sensorial durante a rotina escolar.
Conhecido tecnicamente como ambiente multissensorial, o local reúne equipamentos e materiais específicos para estímulo e regulação sensorial. Entre os recursos disponíveis estão balanço sensorial, diferentes texturas e itens de pressão profunda, como mantas ponderadas. A proposta é oferecer aos estudantes um ambiente de apoio em momentos de crise, ansiedade ou dificuldade de concentração.
Segundo a direção da unidade, o espaço funcionará como um suporte complementar às atividades pedagógicas tradicionais. A intenção é ajudar os alunos a alcançar condições mais adequadas de foco e organização emocional para o aprendizado em sala de aula.
A equipe da escola, formada por professores regentes e pela docente responsável pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE), também passará por capacitações específicas para utilizar os recursos de maneira planejada e terapêutica.
A diretora da unidade, Edmara Choqueta Sabino, destacou que a iniciativa busca ampliar as condições de permanência e desenvolvimento dos estudantes na rede municipal.
“Acreditamos que a inclusão real vai além de garantir a matrícula; significa dar condições para que o aluno permaneça e se desenvolva com dignidade”, afirmou.
A implantação da Sala Multifuncional foi viabilizada por meio de emenda impositiva destinada pela vereadora Mara Choqueta.
A cerimônia de inauguração contou com a presença do prefeito Paulo Silva, da vice-prefeita Maria Helena Scudeler de Barros, dos vereadores João Victor Gasparini e Mara Choqueta, além da secretária municipal de Educação Josélia Longatto, professores e membros da comunidade escolar.
Especialistas apontam que ambientes sensoriais têm sido cada vez mais adotados em escolas para auxiliar estudantes com dificuldades de processamento sensorial, promovendo maior bem-estar e inclusão no ambiente educacional.