A Prefeitura de Mogi Mirim apresentou na quarta-feira, 12, o diagnóstico das condições de saneamento básico da zona rural, etapa fundamental para a elaboração do Plano Municipal de Saneamento Rural (PMSR). O evento ocorreu no Salão Vermelho da Estação Educação e reuniu representantes da administração municipal, especialistas e moradores.
O levantamento, conduzido pela Secretaria de Agricultura e pelo Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgotos), aponta que 46% das mais de 1.000 moradias rurais utilizam água de poços, mas apenas 30% realizam tratamento adequado. Além disso, mais de 70% das residências possuem fossas rudimentares para coleta de esgoto, o que representa risco de contaminação hídrica e propagação de doenças.
O PMSR, iniciado em março de 2023 e com previsão de conclusão em setembro de 2025, conta com financiamento do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos). Entre as ações previstas estão o monitoramento da qualidade da água, educação sanitária e a troca de fossas rudimentares por biodigestores. O Saae está adquirindo 164 dessas unidades para ampliar a adesão de proprietários rurais.
A empresa A2N Consultoria foi contratada para desenvolver as próximas etapas do plano, que envolvem a definição de projetos, estimativas de custos e investimentos necessários para a universalização do saneamento básico rural. O texto final será submetido à Câmara Municipal na forma de projeto de lei.
A apresentação contou com a participação de representantes da ARES-PCJ (Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Agência das Bacias PCJ, Unicamp, Saae e secretarias municipais. O prefeito Paulo Silva foi representado pelo secretário de Governo, Massao Hito.