Saúde
Picadas de escorpião crescem 349% no Brasil; veja como se proteger
Estudo do Butantan aponta áreas de maior risco e reforça cuidados dentro de casa para evitar acidentes
Publicado em 08/06/2026 às 06:08
Os acidentes por picada de escorpião aumentaram 349% no Brasil em 12 anos, segundo estudo com participação do Instituto Butantan, da USP, do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
A pesquisa analisou dados dos 5.570 municípios brasileiros entre 2012 e 2024 e identificou mais de 1,7 milhão de acidentes e 1.230 mortes no período. A taxa nacional de incidência passou de 31 para 142 casos por 100 mil habitantes.
As regiões Nordeste e Sudeste concentram 87% dos casos. Entre as áreas de maior risco estão o sul da Bahia, o norte de Minas Gerais e o noroeste paulista.
Segundo o estudo, o avanço dos acidentes está associado a fatores climáticos, ambientais, urbanos e sociais. Cidades mais quentes, secas, com menor cobertura vegetal e maior concentração urbana tendem a favorecer a presença dos escorpiões.
Em São Paulo, o noroeste paulista aparece como a região mais crítica. O clima quente e a urbanização favorecem a proliferação do escorpião-amarelo, espécie responsável pela maior parte dos acidentes no país.
Os pesquisadores também apontam que os meses entre setembro e dezembro, especialmente na primavera, concentram maior risco de ocorrências.
Como evitar escorpiões
Os escorpiões têm hábito noturno e costumam se esconder em locais com entulho, lixo, folhas secas, materiais de construção, redes de esgoto e áreas com presença de baratas.
Para reduzir o risco de acidentes, é importante:
* evitar acúmulo de lixo e entulho;
* manter quintais e terrenos limpos;
* remover folhas secas e restos de material de construção;
* vedar ralos, frestas e buracos em paredes;
* sacudir roupas, calçados e toalhas antes de usar;
* evitar deixar roupas sujas ou molhadas no chão;
* controlar a presença de baratas, que servem de alimento para escorpiões.
O que fazer em caso de picada
A picada de escorpião costuma provocar dor intensa e imediata. Em caso de acidente, a orientação é lavar o local com água corrente e sabão neutro, aplicar compressa morna e procurar atendimento médico rapidamente.
O cuidado deve ser ainda maior com crianças, especialmente de 0 a 9 anos, faixa etária em que se concentra a maior parte dos casos graves e mortes no país.
A maioria dos casos é leve e pode ser tratada com medicamentos para controle da dor. Já situações mais graves podem exigir o uso de soro antiescorpiônico ou antiaracnídico.
Especialistas reforçam que não se deve fazer torniquete, cortar o local da picada, aplicar produtos caseiros ou tentar sugar o veneno.
Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim
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