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Operação contra golpes virtuais chega a Mogi Guaçu e mira núcleo de quadrilha

Investigação da Polícia Civil de Goiás aponta que suspeito responsável por aplicar fraude online residia na cidade paulista

Publicado em 19/06/2026 às 09:25
Atualizado em

A Polícia Civil de Goiás cumpriu mandados judiciais em Mogi Guaçu durante a Operação Fake Face, deflagrada em junho  para combater uma associação criminosa suspeita de praticar estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que um dos integrantes do grupo, responsável pela aplicação direta do golpe, estaria residindo no município.

Segundo a polícia, o caso começou após a invasão do perfil de um morador de Águas Lindas de Goiás, no Facebook. Com acesso à conta, os criminosos passaram a publicar anúncios falsos prometendo investimentos financeiros com retorno rápido e acima do mercado.

Um conhecido da vítima acreditou nas publicações e transferiu R$ 16 mil para os golpistas. O prejuízo só foi percebido depois que a fraude veio à tona.

As investigações avançaram a partir da análise de movimentações bancárias e da quebra de sigilos autorizada pela Justiça. Com isso, os policiais identificaram que o chamado "aplicador telemático" do golpe — responsável por invadir a conta, publicar os anúncios fraudulentos e receber a maior parte dos valores obtidos — estaria morando em Mogi Guaçu.

De acordo com a Polícia Civil de Goiás, cerca de 80% do dinheiro transferido pela vítima teria sido direcionado ao suspeito identificado na cidade paulista. Por esse motivo, mandados de busca, apreensão e prisão foram cumpridos na região como parte da operação.

COMO FUNCIONA O GOLPE

A fraude investigada segue uma estratégia comum entre criminosos virtuais. Após invadir perfis em redes sociais, os golpistas utilizam a confiança já existente entre amigos e familiares da vítima para divulgar falsas oportunidades de investimento, empréstimos ou vendas de produtos.

Como as mensagens e anúncios são publicados em perfis legítimos, muitas pessoas acabam acreditando que a oferta é verdadeira e realizam transferências bancárias sem verificar a autenticidade das informações.

COMO SE PROTEGER

Especialistas em segurança digital recomendam desconfiar de promessas de lucro rápido e rentabilidade garantida. Antes de realizar qualquer transferência, é importante confirmar diretamente com a pessoa responsável pela publicação se a oferta é verdadeira.

Também é recomendável ativar a autenticação em duas etapas nas redes sociais, utilizar senhas fortes e diferentes para cada serviço e evitar clicar em links enviados por mensagens suspeitas.

A Operação Fake Face segue em andamento e novas diligências poderão ser realizadas para identificar outros integrantes do grupo investigado.


Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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