A Polícia Civil de São Paulo prendeu em flagrante, na manhã desta quinta-feira (14), um homem de 47 anos acusado de armazenar pornografia infantil em Mogi Guaçu. A prisão ocorreu durante a operação “Dark Childhood”, deflagrada pela Delegacia de Polícia de Mirante do Paranapanema, após investigação sobre assédio sexual contra crianças e adolescentes pela internet.
Segundo a corporação, o caso começou após a mãe de uma menina de 11 anos procurar a delegacia para denunciar que a filha vinha sendo assediada por um número desconhecido no WhatsApp. O suspeito solicitava imagens íntimas da criança e mantinha conversas de conteúdo sexual com menores.
Após trabalho de inteligência policial, os investigadores identificaram que as mensagens eram enviadas de Mogi Guaçu. O suspeito, identificado pelas iniciais J.C.C., passou a ser monitorado pela Polícia Civil, que representou à Justiça por um mandado de busca domiciliar.
A operação contou com apoio da Central de Polícia Judiciária e do Instituto de Criminalística de Mogi Guaçu. Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam computadores e telefones celulares. Em análise preliminar dos equipamentos, foi localizado vasto material contendo fotos e vídeos ilícitos envolvendo crianças e adolescentes, além de conversas mantidas com menores.
De acordo com a investigação, as vítimas eram manipuladas pelo suspeito para enviar imagens de nudez. O homem foi levado ao Plantão Policial de Mogi Guaçu, onde acabou autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), referente ao armazenamento de pornografia infantil.
Ainda segundo a Polícia Civil, o investigado já possui antecedentes criminais por delitos da mesma natureza. Ele permanece preso e à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. A corporação também pediu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
Os aparelhos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia técnica especializada para aprofundamento das investigações e possível identificação de outras vítimas.
A Polícia Civil reforçou a importância do acompanhamento das atividades online de crianças e adolescentes por pais e responsáveis, principalmente em redes sociais e aplicativos de mensagens. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 180 e 197, além das unidades policiais, com garantia de sigilo.