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POLÍCIA

DIG descobre falso sequestro após mulher ser encontrada em Mogi Mirim

Mulher de 31 anos alegou sequestro e roubo de R$ 1,5 mil; DIG diz que versão foi criada para esconder uso do dinheiro do próprio pai.

Publicado em 16/09/2026 às 08:28

Uma investigação da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Mogi Guaçu concluiu que uma mulher de 31 anos teria inventado um sequestro e roubo após ser encontrada pela GCM (Guarda Civil Municipal) na área rural de Mogi Mirim, na noite de segunda-feira (14). Segundo a Polícia Civil, o relato teria sido criado para justificar o uso de R$ 1,5 mil pertencentes ao pai dela, um idoso.

O caso chegou inicialmente às forças de segurança como uma ocorrência de roubo com restrição da liberdade da vítima.

Na primeira versão apresentada, a mulher afirmou que caminhava por uma ponte de pedestres na região central de Mogi Guaçu, por volta das 17h, quando teria sido surpreendida pelas costas por um homem.

Segundo o relato registrado na ocasião, o suspeito teria encostado um objeto nas costas dela, simulando estar armado, e ordenado que permanecesse em silêncio.

A mulher disse ainda que foi obrigada a acompanhar o homem até uma rua próxima, onde um veículo estaria estacionado.

Ela descreveu o automóvel como um hatch preto, com vidros escuros. Outros dois homens, também encapuzados, estariam no interior do carro.

Relato apontava roubo de dinheiro, celular e cartões

Ainda conforme a versão inicialmente apresentada à polícia, a mulher teria sido colocada no banco traseiro e levada por um trajeto que não conseguiu identificar.

Durante o percurso, os supostos criminosos teriam exigido cartões bancários e senhas, além de levar o celular e R$ 1,5 mil em dinheiro.

Ela também afirmou que o veículo fez duas paradas durante o trajeto.

Na sequência, teria sido levada até a região da Rodovia dos Agricultores, em Mogi Mirim, onde alegou ter sido atingida na cabeça antes de ser abandonada.

GCM encontrou mulher em Mogi Mirim

A GCM de Mogi Mirim foi acionada pelo Cecom para atender a ocorrência. Equipes da corporação, incluindo a ROMU, seguiram até o local indicado e encontraram a mulher.

Ela foi levada à UPA Leste, onde recebeu atendimento médico e passou pelos procedimentos necessários para registro das lesões.

Posteriormente, a ocorrência foi apresentada no Plantão Policial de Mogi Guaçu.

A partir desse registro, o caso passou a ser investigado pela DIG.

Câmeras colocaram versão sob suspeita

Segundo a Polícia Civil, durante as diligências os investigadores identificaram contradições nas declarações da mulher e inconsistências na dinâmica do suposto crime.

Na terça-feira (15), a equipe da DIG analisou imagens de câmeras de segurança instaladas na região onde a mulher afirmou ter sido abordada.

De acordo com a investigação, as gravações abrangiam o período compatível com o horário informado no depoimento e não mostravam a ação criminosa descrita por ela.

Com as imagens e outros elementos reunidos pelos policiais, a mulher foi novamente ouvida.

Mulher teria admitido invenção do crime

Segundo a Polícia Civil, confrontada com as provas, a mulher confessou que havia comunicado falsamente o sequestro e o roubo.

A investigação apontou que o objetivo seria justificar o desaparecimento dos R$ 1,5 mil pertencentes ao próprio pai.

Ainda conforme a DIG, a mulher disse que havia usado o dinheiro para quitar uma dívida relacionada a jogos.

Ela também teria admitido que provocou ferimentos no próprio corpo para tentar dar credibilidade à versão de que havia sido agredida pelos supostos criminosos.

Inquérito foi instaurado

A DIG instaurou inquérito policial para apurar os fatos.

Segundo a Polícia Civil, a mulher foi indiciada pelos crimes de falsa comunicação de crime e apropriação indébita.

A investigação foi conduzida na sede da DIG de Mogi Guaçu, sob responsabilidade do delegado Dalton David Ferreira.



Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

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