Portal da Cidade Mogi Mirim

NUTRIÇÃO COM ALMA

Alimentação e envelhecimento: cuidar do corpo também é cuidar da autonomia

Alimentação equilibrada, atividade física e outros hábitos ajudam a preservar força, memória e independência ao longo dos anos

Publicado em 27/09/2026 às 10:19

Por Elaine Navarro

Envelhecer faz parte da vida. Mas existe uma diferença importante entre apenas viver mais e chegar aos próximos anos com disposição, força, memória, independência e capacidade para continuar realizando atividades do dia a dia.

Quando falamos em envelhecimento saudável, a alimentação tem um papel importante, mas não atua sozinha. Atividade física, sono adequado, convívio social, estímulo intelectual e acompanhamento da saúde também fazem parte desse cuidado.

No dia 21 de setembro é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer, uma data que chama a atenção para uma condição que afeta não apenas a memória, mas também a autonomia das pessoas e a rotina de suas famílias.

A data também traz uma reflexão importante: cuidar da saúde do cérebro não deve começar apenas quando envelhecemos.

Não existe um alimento capaz de impedir o envelhecimento ou garantir que uma pessoa não desenvolva demência. Promessas desse tipo devem ser vistas com cautela.

O que sabemos é que uma alimentação equilibrada, associada a hábitos saudáveis ao longo da vida, contribui para a saúde cardiovascular e metabólica, fatores que também estão relacionados ao bom funcionamento do cérebro.

Por isso, mais importante do que procurar um suposto “alimento para a memória” é observar o conjunto da alimentação.

Frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais, castanhas, sementes, além de boas fontes de proteínas e gorduras, podem fazer parte de uma rotina alimentar variada e adequada às necessidades de cada pessoa.

Outro ponto que merece atenção durante o envelhecimento é a preservação da massa muscular.

Com o passar dos anos, ocorre naturalmente uma redução da quantidade e da força dos músculos. Quando essa perda se torna mais acentuada, pode afetar o equilíbrio, a mobilidade e a capacidade de realizar tarefas simples do cotidiano.

Uma alimentação adequada, com consumo suficiente de proteínas, aliada à prática de atividade física — especialmente exercícios de força quando forem possíveis e orientados — pode contribuir para preservar a funcionalidade e a independência.

Mas cuidar da saúde ao envelhecer vai além do que colocamos no prato.

Dormir bem, movimentar o corpo, manter vínculos afetivos, conversar, aprender coisas novas, ler, encontrar amigos e participar da comunidade também são maneiras de estimular corpo e mente.

Talvez, então, o objetivo de uma alimentação saudável ao longo da vida não deva ser apenas acrescentar anos.

Deve ser ajudar a viver melhor esses anos.

Poder caminhar, preparar a própria comida, sair de casa, encontrar pessoas, tomar decisões e manter a independência pelo maior tempo possível são conquistas que fazem parte da qualidade de vida.

No fim, cuidar da alimentação também é uma forma de cuidar da autonomia.

E envelhecer com autonomia significa continuar participando da própria vida.

Elaine Navarro é nutricionista especializada em bariátrica e transtornos alimentares e guarda civil municipal de Mogi Mirim.

Fonte: Portal da Cidade Mogi Mirim

Envie sua notícia

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp