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PRESSÂO DO BEM

Estádio “Vail Chaves” vai continuar como patrimônio do MMEC

Projeto de lei estadual iria doar o imóvel à Prefeitura; sem o estádio, time se extinguiria

Postado em 22/01/2021 às 01:15

(Foto: Silveira Júnior)

(Foto: Silveira Júnior)

(Foto: Silveira Júnior)

O estádio “Vail Chaves” não será mais doado à Prefeitura de Mogi Mirim, como estava previsto em um projeto de lei do deputado estadual José Antônio Barros Munhoz (PSB). O próprio parlamentar, atendendo a um apelo do GPPMMEC (Grupo de Proteção ao Patrimônio do Mogi Mirim Esporte Clube) e do prefeito Paulo de Oliveira e Silva (PDT), vai retirar o matéria.

O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira na Estação Educação, na presença de vereadores, membros do GPPMMEC, secretários de governo, do prefeito, da vice-prefeita Maria Alice Mostardinha e jornalistas. Com isso, o “Vail Chaves” volta a pertencer ao clube.

Munhoz afirmou que no dia 1º de fevereiro estará entregando um ofício ao presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo), Cauê Macris (PSDB), solicitando a retirada do projeto de lei. “Eu agradeço ao prefeito Paulo Silva e às pessoas desse grupo pelo alerta. Achei que estava fazendo a coisa certa para o Mogi Mirim ao doar o estádio à Prefeitura”, argumentou.

O deputado disse que lamenta o que ocorreu ao Mogi Mirim. “Ainda mais sabendo que os problemas tiveram início na administração de Rivaldo, um craque do futebol pelo qual nutria muita admiração e consideração”, observou. O advogado Élcio Luiz Adorno, do GPPMMEC, ressaltou ao parlamentar que, sem o estádio, o Mogi Mirim estaria extinto definitivamente.

“Um clube que vai completar 118 anos, não poderia acabar assim. Agora, com a certeza que o Vail Chaves continua com o MMEC, nos dá mais força para tentar reaver o nosso clube”, emocionou-se, agradecendo a Barros Munhoz.

“Se esse projeto não fosse retirado, no futuro, se um prefeito quisesse vender o estádio à iniciativa privada, estaria livre para fazê-lo”, observou.

GRATIDÃO AO MOGI

Adorno também elogiou o prefeito Paulo Silva que, segundo ele, mesmo antes das eleições, já havia se colocado à disposição do grupo. “Cumpriu, literalmente, o que prometeu. Disse que a Prefeitura não ficaria com o estádio e manteve a palavra”, acrescentou.

Já Paulo Silva disse que o Mogi Mirim é um patrimônio cultural e esportivo da cidade e que não pode ser transformado em uma mercadoria. “O Brasil inteiro conhece a nossa cidade graças ao time do Mogi”, externou, fato confirmado pelo vereador Dirceu Paulino.

“Nos mais de 40 países que estive como jogador de vôlei, o Mogi Mirim era muito conhecido”. O vereador, que estava representando a presidência da Câmara, também colocou o Legislativo à disposição do grupo. “Conte com os vereadores para reerguer o Mogi Mirim”, finalizou.

Continuando, o prefeito disse que a sua administração tem interesse em levantar o time e afirmou, com todas as letras, que torce pra que o CPPMMEC destitua a atual diretoria o clube e retome a administração do Sapo. Paulo Silva também disse que irá à FPF (Federação Paulista de Futebol) para pressionar a entidade no sentido de destituir o atual presidente, Luiz Henrique Oliveira.


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