Mais um investigado em extorsões, sequestros e arrecadação de dinheiro para facção criminosa foi preso, no Jardim Itacolomy, em Mogi Guaçu, na última segunda-feira (25).
Ele estava foragido desde a operação "Mammon", realizada na semana passada pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Mogi Guaçu.
Nesta quarta-feira (27) a caçada aos integrantes do grupo criminoso terminou com a prisão dos últimos dois procurados, em Ubatuba, litoral norte paulista.
Apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), a Polícia Civil prendeu “Madimbu” e “Civic”, que foram encontrados escondidos em uma casa alugada no bairro Praia Grande, na cidade litorâne.
Segundo informações da polícia, os dois fugiam desde a deflagração da operação.
A prisão ocorreu após equipes da ROTA receberem informações de que os procurados estavam escondidos em uma residência na Rua Tomás Câncer, em Ubatuba. Durante a averiguação, policiais ouviram gritos vindos do imóvel e decidiram entrar na casa.
No local, os agentes encontraram os dois investigados acompanhados das esposas e de uma criança de colo. Segundo o boletim de ocorrência, uma das mulheres afirmou informalmente que pediu socorro após o companheiro se irritar com o acionamento insistente do interfone pelos policiais.
Durante as buscas, foram apreendidos seis celulares, mais de R$ 20 mil em dinheiro e um caderno com anotações atribuídas ao tráfico de drogas e à facção criminosa.
As investigações apontam que o grupo atuava em cidades como Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Campinas, Aguaí e Estiva Gerbi, praticando extorsões contra empresários e comerciantes. De acordo com a Polícia Civil, vítimas chegaram a entregar imóveis, veículos e grandes quantias em dinheiro após ameaças feitas pelos criminosos.
Durante a primeira fase da ofensiva policial, cinco suspeitos foram presos.
Dos oito investigados e presos, há suspeitas de que pelo menos três ocupavam posições estratégicas dentro da estrutura do PCC.
As forças de segurança também apuram a ligação dos suspeitos com a chamada “Restrita Tática”, considerada uma ala operacional de elite da facção criminosa. Conforme investigações do Ministério Público e da Polícia Civil, o núcleo seria responsável por ações de inteligência, planejamento de atentados, monitoramento de alvos e ataques contra autoridades, policiais e agentes penitenciários.
Contra "Civic" havia mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara Criminal de Mogi Guaçu pelos crimes de roubo, extorsão e extorsão mediante sequestro.
A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para identificar possíveis conexões do grupo com outras ações criminosas no estado e aprofundar a análise do material apreendido.