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ROUBO DE CAMINHÃO

Motorista é feito refém em Sumaré e libertado em Mogi Mirim

Este é o segundo caso de roubo de caminhão em menos de 10 dias e cujo motorista é liberado na zona rural do Município

Postado em 02/10/2020 às 11:01

Um motorista de uma carreta que trafegava em uma rodovia próxima a cidade de Sumaré, passou momentos de terror nas mãos de uma quadrilha de assaltantes até ser libertado na zona rural de Mogi Mirim, na madrugada desta sexta-feira (2).

Este já é o segundo caso de roubo de caminhão puxando semi-reboque, em menos de 10 dias e cujo motorista é liberado em Mogi Mirim. Segundo essa última vítima, na tarde de ontem, quinta-feira (1), ele havia acabado de descarregar uma carga de farelo de milho que transportou de Anápolis (GO) para Sumaré.

Às 16h30, quando deixou a empresa e se preparava para ir até Limeira para pegar outro frete, parou o “cavalo”, um Mercedes-Benz 2546, modelo 2020, no acostamento para checar o GPS. Nesse momento, ouviu a janela do passageiro sendo estilhaçada.

“Era um dos bandidos que estourou o vidro com uma escopeta”, contou, ainda apavorado. Em seguida, o caminhoneiro foi colocado na cama do caminhão, com a cabeça para baixo. Outros três bandidos entraram na boleia e começaram a rodar com o caminhão. A certa altura da estrada, eles pararam para soltar o semi-reboque.

“Não via nada de onde estava. Mas depois de muito tempo, consegui observar uma placa que indicava Mogi Mirim”, recorda. O relógio marcava 1h00. Em meio à escuridão e em uma plantação de laranja, o motorista foi orientado pelos bandidos a aguardas por mais uma hora antes de pedir socorro.

“Caso contrário, eles disseram que me matariam. Eles pegaram R$ 1,2 mil e meu celular e fugiram”, relata. O caminhoneiro esperou até que pudesse sair do pomar. Ele caminhou através de uma propriedade rural até que viu um telefone de emergência a beira da SP-340 de onde pediu socorro à concessionária da rodovia.

O motorista foi trazido até a CPJ (Central de Polícia Judiciária) onde prestou queira do roubo e entrou em contato com a empresa. Aos policiais de plantão, a vítima disse que, a todo o momento, os bandidos conversavam com uma pessoa chamada de “Boi” e que, na opinião do motorista, parecia ser o líder da quadrilha.

Cansado e com a pressão arterial alta, o motorista foi medicado e já retornou a Crevelândia, na região Sul do Paraná, onde mora e trabalha em uma transportadora de produtos agrícolas.


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