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NO SOL NASCENTE

Clínica para “recuperação” de dependentes químicos é fechada pela 2ª vez

Equipes da VS (Vigilância Sanitária) e GCM (Guarda Civil Municipal) de Mogi Mirim estiveram no local na manhã desta terça-feira

Publicado em 21/06/2022 às 13:39

Na manhã desta terça-feira (21) e pela segunda vez em menos de seis meses, uma clínica para tratamento de dependentes químicos foi interditada na rua José Neves de Souza Júnior, nas Chácaras Sol Nascente, Zona Rural de Mogi Mirim.

O local pertence a pessoas da cidade de Limeira e estava atendendo, de forma irregular, a 33 pacientes. Além de dependentes químicos, também havia idosos e deficientes mentais todos no mesmo local, sem um tratamento específico para cada tipo de paciente ou alimentação especial.

Na clínica não há assistência médica ou psicológica. Além disso, outras irregularidades constatadas durante a inspeção da equipe da VS (Vigilância Sanitária) da Prefeitura foram a falta de um responsável técnico, inexistência de um projeto terapêutico, péssimas condições de higiene em quartos e banheiros, além de remédios de uso continuo (quando há) sem receita médica.

“Tinha um leito dentro de um dos banheiros”, espanta-se Vivian Delalibera, gerente da VS (Vigilância em Saúde), que coordenou a fiscalização. Ela lembra ainda que um dos internos usa bolsa de colostomia e que precisaria de atendimento especial. “É que o risco de infecção neste ambiente de higiene precária é altíssimo”, alertou.

Ela disse ainda que no momento em que chegou ao local, após uma denúncia do Conseg (Conselho de Segurança) do bairro, havia apenas um auxiliar de enfermagem e, assim mesmo, estava com o registro no Coren (Conselho Regional de Enfermagem) cancelado. “Também não encontramos os remédios ou os prontuários dos pacientes”, acrescentou.

Pelo menos sete GCMs (Guardas Civis Municipais) foram dar apoio à VS, inclusive uma viatura da Romu (Rondas Ostensivas Municipais). Entre os pacientes da clínica, pelo menos um estava com um mandado de em aberto por tráfico de drogas. A VS já acionou a Secretaria de Promoção Social para comparecer ao local

EMBORA

Agora, os 33 internos deverão ser levados à CPJ (Central de Polícia Judiciária) onde serão ouvidos e liberados às famílias. Uma parte também terá que ficar abrigada em albergues, já que todos são de outras cidades, como Campinas, Limeira, Valinhos, Capivari, Conchal, Santa Rosa do Viterbo, Sumaré e até do Paraná.

O custo médio de cada paciente é de R$ 800 mês. No dia 21 de dezembro de 2021, essa mesma clínica já havia sido fechada por problemas semelhantes. Na época, um dos donos se comprometeu a sanar todos problemas constatados e apresentar um projeto antes de voltar a funcionar.

“Ele não tinha autorização para reiniciar o atendimento aqui”, deixou claro a gerente da VS. Agora, a clínica será novamente lacrada e proibida de receber pacientes naquele local. Vivian disse que há clínicas em Mogi Mirim e região que fazem um excelente trabalho com esse tipo de público, mas, por outro lado, também há pessoas lucrando às custas do sofrimento dos outros.

Peritos do IC (Instituto de Criminalística) da Polícia Científica e policiais civis de Mogi Mirim também estiveram no local, colhendo depoimentos e materiais para análise.


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