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LUTO NA CIDADE

Mogi Mirim perde o professor Quintino, uma mente brilhante à frente de seu tempo

O mestre, com 96 anos, morreu em sua casa, ao lado de esposa e filhos; sempre será lembrado por sua alegria, solidariedade e inteligência

Publicado em 17/06/2022 às 16:33
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Mogi Mirim perdeu, na manhã desta sexta-feira (17), uma de suas principais mentes de todos os tempos. Faleceu, em sua casa, no Portal do Lago, o professor Benjamin Quintino da Silva, aos 96 anos, de causas naturais. Morreu ao lado do amor de sua vida, a advogada Liney Terezinha Quintino da Silva e dos seus dois filhos, Mario Marcos e Marcos Vinícius.

Natural de São Pedro (SP), Quintino chegou a Mogi Mirim no início dos anos de 1960, já com o diploma de bacharel em química embaixo do braço. Logo se destacou como professor do então IEE (Instituto Educação Estadual) “Monsenhor Nora”.

Ao lado de mestres como Frederick Heiden, Maria Helena e Mário Torezan, Terezinha Masotti, Pedro Dal Rio, José Flávio Juliani Citelli, Esteja Araújo, Derli Padovani, Enedine Cassiani Barbosa, Regina Marques, Zelândia de Araújo, Norma Krol, dentre tantos outros professores espetaculares, transformou esta escola simples, de uma cidadezinha do interior, em referência no Estado de São Paulo.

Porém, antes de se dedicar à educação, Quintino foi redator do famoso programa jornalístico “Repórter Esso”, que foi o antecessor do Jornal Nacional da Rede Globo. Mesmo com todo o status que gozava à época, o jornalismo o perdeu. “Deixei o Repórter Esso por que amava a educação”, disse Quintino, certa vez.

Mas dessa antiga profissão, herdou a facilidade em falar em público, de explicar e de escrever. E essas qualidades foram bastante úteis na carreira como professor de química. Em Mogi Mirim também se dedicou à filantropia, sendo um membro ativo do Rotary Club da cidade.

Também foi graças a Quintino que nasceu o Interact Club no Município, no qual centenas de jovens – hoje senhores – fizeram parte ativamente das campanhas realizadas por essa entidade. Quintino dizia que o Interact era a “menina de seus olhos”. Dono de um sorriso fácil, de uma educação britânica e de um cavalheirismo que já não se vê hoje em dia, Quintino lembrava um lorde.

Chamava seus ex-alunos e alunas de professores. Jamais esquecia do nome de cada um deles e olha que não foram poucos em mais de 40 anos na sala de aula. O professor também jamais revelava qual era seu time do coração. Porém, era fácil adivinhar. O Santos Futebol Clube, bicampeão mundial em 1926 e 1963, com Pelé, Doval, Pepe & Cia, faziam seus olhos brilharem.

Era capaz de descrever os gols como se estivesse no estádio. O professor Quintino será sepultado amanhã de manhã, sábado (18), em Itapira, no Jazigo da família da esposa. Descanse em paz, mestre!


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